<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968</id><updated>2011-08-21T13:02:47.932+01:00</updated><title type='text'>Ar de Mar</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>53</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-845117190159843374</id><published>2010-08-23T18:41:00.001+01:00</published><updated>2010-08-23T18:42:35.686+01:00</updated><title type='text'>São uns morcões!</title><content type='html'>É um partido com história.&lt;br /&gt;Com nomes que passaram e nomes que ficam.&lt;br /&gt;Nobres e virtuosos uns, só virtuosos outros, estes superiores aos demais, porque a nobreza herda-se e a virtude adquire-se, e a virtude por si só vale o que não vale o sangue.&lt;br /&gt;Quem foi mais conciliador do que Mário Soares? Quem foi mais discreto que António Macedo? Quem foi mais sagaz que Salgado Zenha? Quem foi mais ponderado que Jorge Sampaio? Quem foi mais intrépido que Almeida Santos? Quem foi mais humilhado que Ferro Rodrigues? Quem foi mais acutilado que José Sócrates? Mais interventivo que Acácio Barreiros? Mais comprometido que Veiga Simão? Mais irresponsável que Vítor Constâncio? Mais arrojado que Palma Inácio? Mais descarado que Armando Vara? Mais atrevido que Narciso Miranda? Mais galhardo que José Seguro? Mais combativo que Manuel Alegre?&lt;br /&gt;Foi com estes (e muitos outros) que o partido nasceu, cresceu e se multiplicou.&lt;br /&gt;Um denominador comum: todos eles se julgam (ou foram por muitos julgados) luz e glória da política portuguesa. É pois um partido servido por múltiplas ideias, pluralista, democrático e tolerante. Chama-se Partido Socialista, PS para os amigos. Mas, Socialista é que não é!&lt;br /&gt;O paradoxo demonstra-se do seguinte teor: se ser-se socialista é também saber-se respeitar opiniões divergentes, lutar-se para se fazer vingar este preceito também o é. Quando uma manada decide expulsar das fileiras um punhado de militantes que pensa – e age – por cabeça própria coloca-se a seguinte questão?&lt;br /&gt;Quem é menos socialista? Os que ditatorialmente expulsam, ou os que pacificamente aceitam a expulsão?&lt;br /&gt;Se houve notificações, notas de culpa e outras trapalhadas justiceiras, porque não reagiram em força os visados? Então não faz parte da matriz socialista o combate à injustiça, à arbitrariedade, à exclusão?&lt;br /&gt;Se havia – e havia-as comprovadamente – razões para desalinhar da linha oficial do partido, porque não justificar vivamente a posição assumida, partindo depois para o contra ataque denunciando, clara e objectivamente, as razões do descrédito da política que combatiam.&lt;br /&gt;Então a Câmara “socialista” não seguia uma política de despesismo, ostentação, riqueza e intolerância, a que urgia pôr termo? Não eram estas (e muitas outras de igual sentido) as razões do apoio a uma candidatura que prometia (que prometia – atenção) “retomar o rumo” perdido?&lt;br /&gt;O quê? Cessaram as causas que lhe deram efeito? Porventura saíram do poder os responsáveis políticos pelo “levantamento” daquela centena de militantes? Mudaram as coisas de tal maneira, que, o que dantes era intolerável passou depois a aceitável? O que fizeram estes candidatos…à expulsão? Ameaçados, encolheram-se. Apontados, arrependeram-se. Identificados, esconderam-se. Acusados, defenderam-se?&lt;br /&gt;Bacoreja-me que nem isso! E nem sequer serve de consolo esta verdade: a virtude em grau eminente é perseguida.&lt;br /&gt;Porque, lá voltamos ao início: de que lado está a virtude?&lt;br /&gt;Uns e outros suinamente satisfeitos com o tamanho das suas pias?&lt;br /&gt;Os do poder sim! Agora, os outros!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-845117190159843374?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/845117190159843374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/08/sao-uns-morcoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/845117190159843374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/845117190159843374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/08/sao-uns-morcoes.html' title='São uns morcões!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-2513036425515619250</id><published>2010-07-16T17:59:00.002+01:00</published><updated>2010-07-16T18:04:37.530+01:00</updated><title type='text'>Como custa governar!</title><content type='html'>"Todos os dias os ministros dizem ao povo&lt;br /&gt;Como é difícil governar.&lt;br /&gt;Sem os ministros&lt;br /&gt;O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.&lt;br /&gt;Nem um pedaço de carvão sairia das minas&lt;br /&gt;Se o chanceler não fosse tão inteligente.&lt;br /&gt;Sem o ministro da Propaganda&lt;br /&gt;Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.&lt;br /&gt;Sem o ministro da Guerra&lt;br /&gt;Nunca mais haveria guerra.&lt;br /&gt;E atrever-se ia a nascer o sol&lt;br /&gt;Sem a autorização do Führer?&lt;br /&gt;Não é nada provável e se o fosse&lt;br /&gt;Ele nasceria por certo fora do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também difícil, ao que nos é dito,&lt;br /&gt;Dirigir uma fábrica.&lt;br /&gt;Sem o patrão&lt;br /&gt;As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.&lt;br /&gt;Se algures fizessem um arado&lt;br /&gt;Ele nunca chegaria ao campo sem&lt;br /&gt;As palavras avisadas do industrial aos camponeses:&lt;br /&gt;Quem, de outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?&lt;br /&gt;E que seria da propriedade rural sem o proprietário rural? &lt;br /&gt;Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se governar fosse fácil&lt;br /&gt;Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer. &lt;br /&gt;Se o operário soubesse usar a sua máquina&lt;br /&gt;E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas&lt;br /&gt;Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.&lt;br /&gt;E só porque toda a gente é tão estúpida&lt;br /&gt;Que há necessidade de alguns tão inteligentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que&lt;br /&gt;Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira&lt;br /&gt;São coisas que custam a aprender? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bertolt Brecht&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver, Bertold Brecht já nos tinha explicado, há muitos anos e como só ele sabia, a grande dificuldade que é governar. Agora foi a vez de Cavaco Silva dar o seu contributo, explicando a um miúdo, durante uma visita a uma escola, que talvez ainda mais acima da dificuldade de governar esteja a enorme dificuldade... de coordenar. Disse ele, depois de uns exemplos tirados do futebol, em que jogam só onze, por contraste com os dez milhões de portugueses, que «é preciso milhares de pessoas a coordenar, uns são Presidentes da República, outros são membros do Governo, outros são presidente de Câmara», acrescentando ainda que existe como que «uma mão invisível a fazer a coordenação».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal o homem é muito bom! Acho que raramente terei ouvido uma definição tão boa de capitalismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-2513036425515619250?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/2513036425515619250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/07/como-custa-governar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2513036425515619250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2513036425515619250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/07/como-custa-governar.html' title='Como custa governar!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-7624060878799753105</id><published>2010-07-09T17:09:00.001+01:00</published><updated>2010-07-09T17:10:49.943+01:00</updated><title type='text'>A descoberta de Narciso</title><content type='html'>“Porque vês tu, pois o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão?: deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás como hás-de tirar o argueiro do olho do teu irmão”. &lt;br /&gt;(Mateus, VII: 3-5) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa até passava despercebida. Era mais uma entrevista publicada num jornal de referência (o Público, no caso). A Associação porém atenta, resolveu alertar os sócios para o interesse dum “artigo” de Narciso no Público. E vai-se a ver e, o “artigo” anunciado era uma simples entrevista… &lt;br /&gt;E porquê? Ora, porque Narciso Miranda acabava de fazer uma descoberta: “O PS tem um chefe, não um líder”. E concluía em jeito de pitonisa: “o  PS corre o risco de passar dez anos na oposição”.&lt;br /&gt;Exactamente o que Narciso foi quando podia ser líder: um chefe. Ainda por cima, um chefe que ignorou os avisos dos seus mais sagazes pares, insistindo cegamente na denúncia do despesismo (que o havia), dos gastos sumptuosos (que os há), da arrogância (que prevalece), da ostentação (que não abranda).&lt;br /&gt;E o que fez o líder, perdão o chefe Narciso para atingir o objectivo partilhado por muitos matosinhenses? Como líder – que, na circunstância o não foi - teria fundamentadas e  sensatas razões para as opções tomadas na fase terminal da campanha,  para o beco sem saída em que se metia.&lt;br /&gt;E se tais razões não eram claras competia-lhe - como líder - explicá-las. Não o fez!&lt;br /&gt;Um chefe não precisa disso – terá pensado. Um chefe determina e manda publicar, à boa maneira militar.&lt;br /&gt;Foi o que Narciso fez! Não conseguiu convencer, nem seguidores nem eleitores. O colapso eleitoral – uma verdadeira hecatombe – aí está para dissipar quaisquer dúvidas. O argumento da trapalhada das escutas a nível nacional é um argumento de mau perdedor.&lt;br /&gt;Quanto ao “chefe” Sócrates, alapado no lugar de primeiro ministro, alapa-se igualmente no lugar de líder, e coordenador de toda a Comissão Permanente do PS, de modo a jamais largar o que é dele. Está visto que qualquer socialista que se atravesse no seu caminho acaba a pedir a Nosso Senhor Jesus Cristo que lhe evite maus pensamentos e acções. E se o pede a Nosso Senhor é porque um encontro com ele transforma um ateu num crente: não no socialismo, mas na necessidade de não o ser, ou pelo menos de não o parecer.&lt;br /&gt;Mas se virmos as coisas pelo lado positivo, a acumulação tem ainda a vantagem da poupança. Em vez de pagarmos um primeiro ministro e um líder do PS, pagamos um só. Podemos convidar os dois pelo preço de um almoço. Nesse sentido, creio que poderia ainda acumular mais: dava um excelente Procurador Geral da República, um excelente Presidente do Supremo, e ainda do Tribunal Constitucional, tudo concentrado.&lt;br /&gt;Ocorre-me também que dava – em acumulação já se vê – um magnífico líder do PSD e, nem sei mesmo se um óptimo seleccionador nacional, pois tal como o Queirós também ele, há pouco tempo, via tudo cor de rosa.&lt;br /&gt;Além do mais, se acumulasse também o PSD, não havia problemas com necessários acordos de regime. &lt;br /&gt;Porque, mal os deixamos – pum! – um escândalo; se abrandamos a vigilância – pau! – uma conspiração; se não os enquadramos devidamente – pás! – uma intervenção do Estado onde não deve; e em casos de laxismo – zás! – uma revolução ou, até, o que é pior, uma nacionalização.&lt;br /&gt;Será que Narciso alguma vez pensou nisto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-7624060878799753105?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/7624060878799753105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/07/descoberta-de-narciso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7624060878799753105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7624060878799753105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/07/descoberta-de-narciso.html' title='A descoberta de Narciso'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-4434054162865537282</id><published>2010-06-06T19:16:00.000+01:00</published><updated>2010-06-06T19:17:10.186+01:00</updated><title type='text'>Matosinhos, desleixo e lixo!</title><content type='html'>A praia de Matosinhos, aquela que corre ali ao fundo da Circunvalação, tem garrafas, embalagens, plásticos e lixo sortido a substituir os velhos e riscados toldos: aquele toldo construído sobre duas estacas enterradas na areia e a elas preso por cordas que lhe permitem a inclinação desejada à altura do Sol e que nos protegia do astro-rei, portador de mais doenças de pele do que uma semana num bairro pobre de Kinshasa.&lt;br /&gt;O toldo de lista azul e branca, de lista verde e branca, de lista vermelha e branca, de lista amarela e branca foi desalojado.&lt;br /&gt;Em seu lugar, naquele extenso areal que a Natureza nos oferece, o lixo e o desleixo assentam arraiais.&lt;br /&gt;Ali, meus senhores, as barracas da praia morreram.&lt;br /&gt;Aquelas alinhadas em três ou quatro filas, a cerca de quinze metros do limite da maré-cheia, listradas em cores precisas e alugadas ao dia, à semana, ao mês ou à época deram os seus lugares aos despojos que o mar rejeita, e os responsáveis pelos serviços de limpeza ignoram.&lt;br /&gt;E com as barracas foi-se o colorido da paisagem e as férias na praia para muitas famílias. Dantes, família que se prezasse – muito antes do povo acorrer às praias – tinha aluguer de barraca e toldo pelas semanas em que se espraiava.&lt;br /&gt;Nem todas as barracas se foram, vá lá! Alguns bares construídos sob “projecto” importado dos bairros de lata lá continuam austeros e – será pudor? – encerrados a horas de praia. Eles lá sabem porquê…&lt;br /&gt;Bem sei que o Senhor Presidente da República sugeriu há dias que os portugueses “ajustassem os seus planos de férias” para o Algarve.&lt;br /&gt;Mas, não é a mesma coisa!&lt;br /&gt;Por lá, no que toca a barracas ou toldos, só se vêem aquelas palhotas, tipo chapéu de palha entrelaçado que vagamente rememora as latitudes selvagens do Caribe ou de uma África em vias de desenvolvimento.&lt;br /&gt;Mas, esta mudança – permitir que se tenha transformado em lixeira uma praia que tinha condições naturais para brilhar – reflecte com inteira nitidez o conceito de progresso adoptado pelos detentores do poder cá na terra.&lt;br /&gt;Eis a prometida “mudança”: tínhamos praia; já não temos!&lt;br /&gt;Outras “revoluções” poderão seguir-se. Feitas pelos pequenos “revolucionários” que nos calharam em sorte.&lt;br /&gt;Porque, se uma revolução é uma grande mudança, um adepto da mudança será forçosamente um pequeno revolucionário!&lt;br /&gt;Por agora, no alinhamento, está a passividade do principal responsável autárquico face à ameaça das inaceitáveis portagens.&lt;br /&gt;Contestá-las?&lt;br /&gt;- Isso é que era bom! Podia dar para não repetir a corrida ao tacho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-4434054162865537282?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/4434054162865537282/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/06/matosinhos-desleixo-e-lixo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4434054162865537282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4434054162865537282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/06/matosinhos-desleixo-e-lixo.html' title='Matosinhos, desleixo e lixo!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-7212712054268310877</id><published>2010-05-23T16:01:00.001+01:00</published><updated>2010-05-23T16:03:51.533+01:00</updated><title type='text'>Crises tivemos muitas. Campeonatos do Mundo nem um!</title><content type='html'>É verdade.&lt;br /&gt;A selecção é a nossa esperança, a nossa vida, a nossa possível glória. Imaginem só se vivêssemos num país onde o mais interessante fosse o tango dançado por Sócrates e Passos de Coelho. Ou mesmo a decisão do Presidente da República sobre o casamento homossexual!&lt;br /&gt;As televisões têm sido de grande ajuda. Já conseguimos saber quais são os gostos do Nani, onde o Coentrão compra as meias, e qual o prato preferido do Ronaldo.&lt;br /&gt;Isto, naturalmente são coisas que qualquer português precisa conhecer antes de se recostar num sofá e, entre tremoços, cerveja e imprecações – depois de ouvido com emoção o Hino Nacional – se dedicar à tarefa ingente de ver uns tipos a chutar a bola.&lt;br /&gt;Queremos ver os nossos rapazes dia e noite, como se fosse o «Big Brother», o que fazem, os mais discretos gestos, as voltas na cama, a lavagem dos dentes, o duche diário – pensam por nós os donos das televisões.&lt;br /&gt;Ainda há dias dizia um repórter com visível profissionalismo: &lt;em&gt;« Vamos lá a ver quem sai, para sabermos com quem vamos falar.»&lt;/em&gt; Isto é lindo!&lt;br /&gt;Não importa a pergunta, nem o jogador – de certo modo, todos dizem o mesmo.&lt;br /&gt;O que interessa é que um deles repita o desejo de vitória e, sobretudo nos fale das magnas questões que vão decidir o futuro de Portugal: se Bruno Alves parte as canelas de um estrangeiro qualquer que apareça lá pela área, qual a dieta de Miguel Veloso para ficar com o rabo mais pequeno, ou quanto custou a última tatuagem do Raul Meireles.&lt;br /&gt;Bem podia o Governo ter ido um pouco mais longe, taxando, além dos reformados, desempregados e outros subsidiários, os doentes que por um motivo ou outro morram nos hospitais, acrescentando despesa inútil, uma vez que – morrer por morrer – podiam perfeitamente morrer em casa ou num lar de idosos.&lt;br /&gt;É verdade que a maioria dos portugueses quando vê o Sócrates na televisão, lembra-se dos flagelos bíblicos e das maldições populares (além de algumas palavras sonantes impublicáveis) sendo que a minoria ainda consegue dar graças a Deus, por não ser reformado, desempregado ou subsidiário.&lt;br /&gt;O país é desigual, a pobreza aumenta, os impostos atingem todos os bens, os nossos parceiros europeus têm-nos em conta de atrasados, mas o que é isso, comparado com a possibilidade de ganharmos – já não digo o ordenado que o Real Madrid poderá pagar ao Mourinho – mas, o Mundial de futebol?&lt;br /&gt;Ou mesmo chegarmos à final e perdermos com o Peru, ou Camarões?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-7212712054268310877?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/7212712054268310877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/05/crises-tivemos-muitas-campeonatos-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7212712054268310877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7212712054268310877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/05/crises-tivemos-muitas-campeonatos-do.html' title='Crises tivemos muitas. Campeonatos do Mundo nem um!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-248011390439680351</id><published>2010-04-25T12:53:00.000+01:00</published><updated>2010-04-25T12:54:54.221+01:00</updated><title type='text'>O que vê o senhor presidente</title><content type='html'>Eu, assim coisas importantes que gostava de ter visto, era o senhor presidente da Câmara de Matosinhos a lutar contra as portagens que os seus amigos do Governo nos vão impingir. E também gostava de ter visto o que viu o árbitro que, em Setúbal viu o que fez o colombiano Falcão para ser amarelado. E gostava de ter visto, porque eu sou assim: gosto de ver tudo e estes momentos falharam-me.&lt;br /&gt;O senhor presidente vê razões para que a ameaça das portagens se concretize. O senhor árbitro, viu razões para impedir o avançado do F C Porto de defrontar o Benfica. Não quero com isto insinuar que o senhor presidente, ou o senhor árbitro vejam mal as coisas. Isso seria injusto. A História, a grande História, está cheia de momentos em que apenas poucos viram o que todos deviam ver. A esses poucos costumamos chamar visionários.&lt;br /&gt;Ora estes senhores podem muito bem ser visionários. Não viram a sarça ardente que viu Moisés, nem a ressurreição de Cristo de que Tomé duvidava, nem o sinal da cruz que viu Constantino, ou as cinco chagas que iluminaram Afonso Henriques. Mas, o senhor presidente viu que os senhores do governo têm razão para portajar vias sem alternativas. Não digo que as razões não existam – se o senhor presidente as vê é porque existem. Bom era que sua excelência demonstrasse aos incréus (com eu) e aos descrentes (como nós) a justeza desta medida.&lt;br /&gt;Outra coisa que gostava de ver, mas não consigo, é a enorme diferença de políticas entre o PS – que em Matosinhos ganhou as últimas autárquicas – e a do PSD – que em Matosinhos ganhou já no prolongamento, perdão na coligação. É seguramente abissal, tanto mais que partidários de um e outro berram consistentemente as suas razões no Parlamento. Mas, do mesmo modo que os daltónicos não vêem as cores que estão à vista de tantos outros, assim não vejo eu o que o PS fez que o PSD não teria feito neste caso das portagens. Creio bem que os dois podiam era coligar-se naquilo que realmente sabem: Obras!&lt;br /&gt;Bem sei que quando estão na oposição tanto o PS como o PSD são contra as obras (é por isso que os não distingo), mas como estão sempre a favor quando estão no Governo (e por isso não os distingo) podiam antes andar juntos no Governo e na oposição.&lt;br /&gt;Era mais fixe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-248011390439680351?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/248011390439680351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/04/o-que-ve-o-senhor-presidente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/248011390439680351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/248011390439680351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/04/o-que-ve-o-senhor-presidente.html' title='O que vê o senhor presidente'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-782867150371690574</id><published>2010-04-11T10:58:00.002+01:00</published><updated>2010-04-11T11:02:44.956+01:00</updated><title type='text'>Advogados assim “Belos”? Não, não há!</title><content type='html'>&lt;em&gt;É suave sentimento o recordar os mortos. Não desameis o amigo dos túmulos, que esse há-de ser sempre o menor tropeço que vos embarace os prazeres da vida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Agora direi como veio a ponto este eco das sagradas escrituras.&lt;br /&gt;No último número do MH, ao lado do anúncio da “Cerimónia de Homenagem Aníbal Belo” um brilhante texto assinado por Joaquim Queirós, terminava com uma pergunta: “como seria a humanidade se houvesse por aí mais belos como este Aníbal foi?”&lt;br /&gt;Tive a felicidade de ter nascido no mesmo lugar que ele: Subportela, aldeia do Minho próxima de Viana. E de com ele ter convivido. Era o amigo mais velho e mais instruído que apontava aos amigos os ideais da justiça e liberdade. Utopia! – confessava-me mais tarde. Conheci-o muito antes de – como ele gostava de dizer - se ter &lt;em&gt;aburguesado&lt;/em&gt;… e ter vindo para Matosinhos.&lt;br /&gt;Já não há advogados assim. Talvez, o meu amigo Carlos Oliveira – o único jurista que conheço dotado de equivalente riqueza interior. Porque digo isto?&lt;br /&gt;Um cliente abastado, procurava-o e propunha-lhe &lt;em&gt;&lt;strong&gt;os seus direitos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; à propriedade de outrem, que a possuía também com os seus direitos. O jurisconsulto cotejava as razões de ambos, e dizia ao seu cliente que era injusto de sua parte o litígio. Replicava o cliente que as suas razões não eram, bem o sabia ele consulente, inteiramente infalíveis; porém, confiado no talento do seu insigne patrono, esperava vencer a causa, e prometia ser na paga liberalíssimo. Aníbal Belo, redarguia que não aceitava procuração para patrocinar um roubo. O consulente saía, não voltava, e aconselhava os seus amigos a evitá-lo.&lt;br /&gt;Outro cliente, uma dama de ilustre nascimento, procurava o jovem jurista para o encarregar de levar pelos cabelos ao tribunal e à cadeia uma sua empregada que vivia senhorilmente a expensas de seu marido. O advogado, com delicadeza e urbanidade, lembrava à ciosa senhora que o nome de seu marido seria enxovalhado nos tribunais. A dama dizia que não viera pedir conselhos e saía para divulgar que o famigerado letrado indultava a libertinagem dos maridos.&lt;br /&gt;Aparecia depois a empregada, pedindo ao advogado que a defendesse da acusação da dama. Alegava em seu favor as razões que Aníbal adivinhara. Este aconselhava-a a que procurasse ser honesta e laboriosa noutro lugar. A empregada saía dizendo que o doutor Belo só defendia criminosos ricos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aburguesou-se&lt;/em&gt; depois – gracejava ele. Eu diria que o projecto inicial da natureza foi desvirtuado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-782867150371690574?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/782867150371690574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/04/advogados-assim-belos-nao-nao-ha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/782867150371690574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/782867150371690574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/04/advogados-assim-belos-nao-nao-ha.html' title='Advogados assim “Belos”? Não, não há!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-5954056226203345135</id><published>2010-03-28T19:45:00.001+01:00</published><updated>2010-03-28T19:47:06.951+01:00</updated><title type='text'>Anos depois, num cemitério...</title><content type='html'>Não cuidem, enganados por este título fúnebre que fui localizar entre ossadas a inspiração ou a aproximação aos que, não buscando a morte com arma e veneno, a ela se referem como se fossem capazes de sorrir-lhe quando os vier buscar...&lt;br /&gt;A redenção do género humano tão íntima aliança tem com a morte, que o divino filósofo, Jesus de Nazaré, filho de Deus, morreu para resgatar, depois de ter apostolado para convencer. &lt;br /&gt;No cemitério, ninguém mente a ninguém. Aqui, a religião, refúgio dos pecadores; o silêncio, refúgio de tristes. No cemitério estão as pompas do eterno nada, adornado de mármore e de ciprestes. É aqui que tudo acaba, tudo, quero dizer, que vive da luz do sol e do ar do céu. Sei de cor os epitáfios mais pungitivos do cemitério da minha aldeia. Alguns com tamanhos erros de sintaxe que seriam estímulo a riso, se não ocorresse logo a ideia que toda a dor, bem ou mal exprimida, é sacratíssima sempre. &lt;br /&gt;Lá está a sepultura de um dos meus amigos, com um epitáfio que termina assim: &lt;br /&gt;“…Não perguntes quem foi, não chores, passa.” &lt;br /&gt;É uma sepultura que visito há alguns anos, a dum amigo que o foi também de Matosinhos, o doutor Belo. &lt;br /&gt;As cinzas de algumas sei eu que já foram formosas, graças, talento, paixões, virtudes e exemplos. Exemplos, digo bem. &lt;br /&gt;A história dos grandes homens deve principiar a ser escrita à luz do seu túmulo. Lembro-me de que me dizia isto, quando indo a meio da minha mocidade, lhe dei a ler um poema que pretendia gravar na campa da minha avó. Maus versos, mas sentidos. &lt;br /&gt;Triste berço embalou a minha poesia – um túmulo! Como não havia de sair ela enfezada e para pouca vida!&lt;br /&gt;Mais tarde dizia-me que, se  um dia, eu decidisse escrever a sério, os proprietários das gazetas haviam de recomendar-me menos política e mais idealidades, menos análises dos homens e mais ponderação de princípios. Tinhas razão, meu bom amigo. &lt;br /&gt;Agora estou condenado a jejum nas minhas crónicas – até 2000 caracteres.&lt;br /&gt;E abstinência – só de 15 em 15 dias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-5954056226203345135?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/5954056226203345135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/03/anos-depois-num-cemiterio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5954056226203345135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5954056226203345135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/03/anos-depois-num-cemiterio.html' title='Anos depois, num cemitério...'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-5826332471465306495</id><published>2010-03-08T09:48:00.000Z</published><updated>2010-03-08T09:50:14.174Z</updated><title type='text'>Vá lá a gente entender isto…</title><content type='html'>O estudo é recente e diz que &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“cerca de 63% dos portugueses toleram a corrupção…desde que produza efeitos benéficos para a população em geral”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;E que a maioria está convencida de que o primeiro-ministro mentiu no Parlamento, quando disse desconhecer o negócio da TVI. Desses, grande parte diz mesmo que essa mentira é injustificável. Mas, esta convicção não tem como resultado um corte radical com Sócrates. É que se as eleições fossem hoje, o PS reforçaria a sua votação. O que levará o eleitorado a reagir desta forma? A ausência de alternativas credíveis justificará a atitude? Existe ou não, entre nós a corrupção? Talvez, mas nada de violento - reconheça-se.&lt;br /&gt;Modesta, envergonhada, pequena, inexpressiva, quando comparada com a corrupção a sério, pura e dura.&lt;br /&gt;Haverá uma cunha aqui, um empenho acolá, um favor mais à frente, um cuidado especial mais ao lado - e não se passa disso.&lt;br /&gt;Nada daquilo que se dizia do patrão do Chelsea, Abramovich, que terá feito fortuna à custa de negócios políticos, e das influências de velhos oligarcas próximos do Kremlin. Como me “esclarecia” um velho amigo:&lt;br /&gt;- Corrupção? Corrupção? Isso é na Rússia, onde o Abramovich enriqueceu apoiado no Kremlin com os favores de uns políticos, pagando a outros e sacando recursos naturais à má- fila. Isso em Portugal não existe.&lt;br /&gt;E – acrescentava, prudente e avisado – por cá, quem fez fortuna por meios ilícitos, já tem os meios suficientes para demonstrar que os meios foram lícitos. Praticamente, todos os dias somos confrontados com opiniões, notícias e comentários sobre a corrupção em Portugal.&lt;br /&gt;É inegável que Sócrates, apesar de tudo, continua em grande nas sondagens. Os seus apoiantes não se cansam de elogiá-lo. Podiam era demonstrá-lo de modo mais caloroso e entusiasta. Digo isto, na presunção de que sofram também de alguma falta de liturgia, responsável por eventuais insuficiências aclamatórias. E avanço alguns procedimentos que, por certo, muito agradariam ao chefe e seus acólitos.&lt;br /&gt;Assim, sempre que Sócrates chegasse a uma reunião, a um comício, a um congresso ou coisa parecida, os seus seguidores podiam deitar-se no chão, de barriga para baixo, oferecendo o respectivo lombo para que o chefe lhes pusesse os pés em cima. E quando o “chefe” se sentasse, poderiam soerguer-se devagarinho, ocupar os seus lugares sem qualquer ruído e, em silêncio, permanecer na sala até que ele decidisse usar da palavra.&lt;br /&gt;Depois, de cinco em cinco frases, os presentes murmurariam «muito bem» e sempre que ele decidisse utilizar aquele tom levemente autoritário esticando o dedo, as pessoas gritariam «Viva a Pátria! Viva Portugal! Viva o glorioso engenheiro Sócrates»!&lt;br /&gt;E logo que o discurso chegasse a um clímax, os ouvintes poderiam desfazer-se em aplausos de alguns minutos. No fim, quatro fiéis, previamente escolhidos, desmaiariam, enquanto seis, também pré-determinados, se fariam transportar em ombros.&lt;br /&gt;Há alternativas? Mas quais?&lt;br /&gt;As daquele partido que tem como candidato a líder interno um que diz ser “candidato a primeiro-ministro” – candidatura que, como se sabe, nem sequer existe? Azar o nosso, como diz o nosso primeiro.&lt;br /&gt;Com tanto azar junto, se para empregar tantos artistas comprássemos um circo, até o anão crescia!…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-5826332471465306495?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/5826332471465306495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/03/va-la-gente-entender-isto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5826332471465306495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5826332471465306495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/03/va-la-gente-entender-isto.html' title='Vá lá a gente entender isto…'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-8150013136232425604</id><published>2010-03-01T08:45:00.002Z</published><updated>2010-03-01T08:50:41.039Z</updated><title type='text'>Chamou-lhe um Figo...</title><content type='html'>Estávamos em Agosto de 2009, a um escasso mês das eleições, portanto.&lt;br /&gt;Atenta, veneradora e obrigada, a Ongoing, através do seu jornal, o Diário Económico, entrevistava Luís Figo.&lt;br /&gt;O propósito de, através das respostas obtidas, evidenciar o apoio do futebolista ao político era cristalino. As perguntas eram precisas e concretas.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Faz uma avaliação positiva deste governo?&lt;/em&gt; – perguntava o “inocente” entrevistador.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- No seu entender era desejável que o actual governo ganhasse as eleições?&lt;/em&gt; – continuava.&lt;br /&gt;Mas, para que não restasse qualquer dúvida, o “artista” fez uma última pergunta suprema, definitiva, de forma a obter a resposta irrevogável:&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; Fica claro em quem vai votar no dia 27 de Setembro?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E Figo, recebe no peito, amortece, roda e faz golo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eu vejo a energia de José Sócrates, a capacidade empreendedora, e espero que continue a ter essa capacidade, de mobilizar o País. Bem precisamos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Por mera coincidência, seguiu-se a formulação de uma arrojada estratégia para promover o Tagus Park no Japão e Estados Unidos, o contrato com Luís Figo e o pequeno almoço com o primeiro ministro – “acontecimento” a que alguns jornais e televisões deram o encomendado realce. Factos que, entre si, nada têm a ver, naturalmente.&lt;br /&gt;Vejam bem a coisa: um futebolista retirado a promover um parque tecnológico português nos States e no Japão!&lt;br /&gt;Não admiraria que Cristiano Ronaldo aparecesse agora, seguindo o exemplo de Figo, a promover o TGV, ou mesmo o novo aeroporto. Que podia muito bem - caso viesse a provar-se que Alcochete é mesmo um deserto – ser o da Ota, para gáudio do ex-ministro Lino.&lt;br /&gt;C. Ronaldo, com aquele sotaque madeirense, bem podia convencer-nos de que o Terminal 2 da Portela não chegava, pelo que o Terminal 3 também não tardaria muito a não chegar.&lt;br /&gt;E se o 3 ainda não chegasse, far-se-ia o Terminal 4, porque a gente não sabe o que vai ser o futuro.&lt;br /&gt;Ora, o futuro, claro, passa pelo ar – sobre isso não há dúvidas – e o Terminal 3 poderia também não chegar para todos aqueles que têm de utilizar um aeroporto. Porque, no dia em que for tão banal um fim-de-semana em Paris como na Póvoa, em Viana, ou em Aveiro, imagine-se a utilização que terá aquele aeroporto “internacional”.&lt;br /&gt;Arrisco mesmo a hipótese de um Terminal 5 e, quem sabe, se um Terminal 6, porque seis é meia dúzia e quando é meia dúzia pode a coisa sair mais barata.&lt;br /&gt;Por isso – como diz a propaganda oficial – o que é preciso é avançar, mas avançar na direcção certa. Construindo os terminais na direcção devida, em breve estaríamos na Ota.&lt;br /&gt;E desta forma original, manteríamos a Portela e construiríamos a Ota.&lt;br /&gt;Um viajante do futuro, cujo avião ficasse no Terminal 21, estaria já na Ota. E com a vantagem de não ter de apanhar nenhum transporte para Lisboa. Poderia ir por aqueles corredores cheios de passadeiras rolantes, escadas rolantes, elevadores e carrinhos a apitar, até sair gloriosamente, na porta ao pé da 2ª circular.&lt;br /&gt;E mais: se o voo continuasse a expandir-se, em breve juntaríamos o aeroporto de Sá Carneiro ao da Portela. O passageiro que entrasse em Pedras Rubras, apanharia a passadeira, e sairia na Portela de Sacavém.&lt;br /&gt;Demoraria um pouco, é certo, mas não teria o incómodo de perder a bagagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-8150013136232425604?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/8150013136232425604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/03/chamou-lhe-um-figo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8150013136232425604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8150013136232425604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/03/chamou-lhe-um-figo.html' title='Chamou-lhe um Figo...'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-7118402345607820948</id><published>2010-02-22T12:27:00.000Z</published><updated>2010-02-22T12:28:38.707Z</updated><title type='text'>Já chegamos à Madeira?</title><content type='html'>Nota prévia: &lt;br /&gt;É inquestionável a solidariedade devida ao povo madeirense, afectado por esta catástrofe. Que foi uma catástrofe natural já o sabemos. Só que, a não ter havido ao longo dos anos, o mau ordenamento territorial de que agora se fala, talvez pudesse ter sido evitada. Ou, no mínimo minimizada.&lt;br /&gt;Erros urbanísticos, desvio do leito natural das ribeiras estarão, entre outros, na origem de tamanho colapso das estruturas. Técnicos irão pronunciar-se, inquéritos decorrerão ou não, mas, pela amostra, os verdadeiros culpados sairão ilesos do processo. De resto, o próprio chefe do governo regional deu já disso sinal seguro e certo. &lt;br /&gt;Cuidado - disse ele – nada de dramatizar a situação, porque a economia da ilha depende do turismo. E o turismo - acrescenta cauteloso - pode ressentir-se com notícias e imagens da realidade. Oculte-se pois a verdade, sentencia ele.&lt;br /&gt;Como se fosse possível as televisões mostrarem aquelas imagens e, ao mesmo tempo os textos desmentirem o que se mostra!...&lt;br /&gt;Negar as evidências: eis, o que Alberto João sempre por lá fez; agora quer que, nesta atitude, o sigamos “desdramatizando”. Feitios!...&lt;br /&gt;Dezenas perderam a vida, centenas ficaram feridas, milhares perderam os haveres. Oculte-se, para bem da economia – e quem manda é o chefe!&lt;br /&gt;É justo – todos estamos de acordo - que contribuamos para amenizar a dor que se abateu sobre os nossos compatriotas insulares; e mesmo que não fossem compatriotas, o sentimento seria o mesmo: o Haiti, por exemplo, não nos é nada (em termos de parentesco, entenda-se) e sentimos igualmente a tragédia.&lt;br /&gt;Acontece que a ideia que nós, os “cubanos”, temos da Madeira, por culpa do seu chefe máximo, coloca algumas reservas naturais aos impulsos da solidariedade que lhes devemos – inquestionável, repito. E porquê?&lt;br /&gt;Por isto:&lt;br /&gt;A principal questão que nos liga à Madeira é o facto de a Madeira não se querer desligar de nós. Se os dirigentes madeirenses fossem homens consequentes (o que ficava bem e até rimava), pediriam a independência deste rectângulo que tanto mal lhes tem feito. Infelizmente, é outro o entendimento do Dr. Jardim e de seus sequazes, que vão dizendo mal da Lusa Pátria, mas a ela andam agarrados como a lapa à rocha.&lt;br /&gt;Expressões próprias do desagrado português em relação àquela ilha estão no nosso léxico como em «já chegamos à Madeira?». Não há que se saiba nada de parecido com os Açores, ou com Cabo Verde ou mesmo com Timor.  &lt;br /&gt;Creio mesmo que um referendo sobre a independência da Madeira ganharia largamente em todo o País, à excepção da própria Madeira que pretende ficar amarrada a esta Pátria que a explora e a trata aos pontapés.&lt;br /&gt;Não podemos libertar a Madeira à força, contra a vontade deles.&lt;br /&gt;Mas podemos libertar-nos a nós.&lt;br /&gt;Se um dia nos chegasse a notícia de que o Jardim se demitiu, tínhamos tanto a ver com isso como com as nuvens do ano passado…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-7118402345607820948?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/7118402345607820948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/02/ja-chegamos-madeira.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7118402345607820948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7118402345607820948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/02/ja-chegamos-madeira.html' title='Já chegamos à Madeira?'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-1774387787274425690</id><published>2010-02-15T16:43:00.000Z</published><updated>2010-02-15T16:44:47.633Z</updated><title type='text'>O Tempo de outrora e os tempos de hoje…</title><content type='html'>Antigamente, as estações do ano sucediam-se com a regularidade assinalada pelos astrónomos. Os dias de Primavera eram temperados, alegres, perfumados, encantadores. Os de Verão eram quentes, risonhos, brilhantes e ensolarados. Os do Outono mornos, dourados, cheirosos e deslumbrantes. Os do Inverno frios, tristes, chuvosos e cinzentos. &lt;br /&gt;A gente ditosa, que então vivia, podia confiar-se nos entendidos em rotação dos planetas; e os sábios podiam sem receio responsabilizar-se pela pontualidade das estações.&lt;br /&gt;A gente fiava-se dos sábios, os sábios da ciência, e a ciência dos factos repetidos. Depois, porém, daquela época, desconcertaram-se os sistemas das regiões altas. O “progresso” encarregou-se de influir na substância  dos sólidos e fluídos componentes do maquinismo celeste, alterando-lhes o modo de actuarem sobre a terra.&lt;br /&gt;É uma teoria universalmente aceite, sendo que hoje não falta quem seja capaz de apresentar razões científicas que justifiquem tal desconcerto planetário. &lt;br /&gt;E se houvesse versões contraditórias - tão científicas quanto as primeiras - não seria lógico que, para serem publicadas, fosse exigida a apresentação de “casos concretos”. Publicavam-se e… pronto!&lt;br /&gt;Donde se conclui que, a exigência de provas “concretas” para que opiniões diversificadas sobre um mesmo assunto sejam publicadas varia de acordo com o tema em apreço…&lt;br /&gt;Mas, se sobre o tempo que faz, a questão das divergências não seria tempestuosa, o mesmo não se diria de algumas crónicas escritas, como, por exemplo, aquela do Mário Crespo recentemente censurada pelo “Diário de Notícias” primo do JN. &lt;br /&gt;(Apresso-me a esclarecer que não aprecio a forma como um jornalista de direita aproveita todos os centímetros que consegue na imprensa e cada minuto de tempo de antena para debitar um ódio vesgo por tudo que cheire a esquerda, ainda que “esquerda”, para ele, seja este governo PS!…)&lt;br /&gt;E vou mais longe: não gosto de praticamente nada do que Mário Crespo escreve, não simpatizo praticamente com nada do que diz e, não sinto entusiasmo por praticamente nada do que apresenta na Televisão -&lt;br /&gt;por muito que queiram convencer-nos de que se trata de “jornalismo de excelência”. &lt;br /&gt;Se cá a trago é por ser inquietante - e era aqui que queria chegar – a deriva autoritária que, um pouco por todo lado, vai eliminando crónicas “incómodas” não pelos argumentos, mas pelo puro, duro e simples silenciamento!&lt;br /&gt;Porquê? Ora porque,&lt;br /&gt;“Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.&lt;br /&gt;Como não sou judeu, não me incomodei.&lt;br /&gt;No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. &lt;br /&gt;Como não sou comunista, não me incomodei.&lt;br /&gt;No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. &lt;br /&gt;Como não sou católico, não me incomodei.&lt;br /&gt;No quarto dia, vieram e me levaram;&lt;br /&gt;já não havia mais ninguém para reclamar...”&lt;br /&gt;(Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-1774387787274425690?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/1774387787274425690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/02/o-tempo-de-outrora-e-os-tempos-de-hoje.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1774387787274425690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1774387787274425690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/02/o-tempo-de-outrora-e-os-tempos-de-hoje.html' title='O Tempo de outrora e os tempos de hoje…'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-7287947245662845247</id><published>2010-02-08T09:41:00.001Z</published><updated>2010-02-08T09:45:09.884Z</updated><title type='text'>Crónica de recurso. Felizmente, há blogues…</title><content type='html'>Era do Mar de Matosinhos que António Nobre falava quando, no seu livro “Despedidas” escrevia:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Saí um dia a Barra à procura de Glória, entre soluços e orações, cuja memória me faz tremer.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Foi por uma tarde de Outono. Que linda: mar espreguiçava-se com sono.&lt;br /&gt;Por essa Barra saem cheios de pecados bandidos com seus crimes e mais os degredados; traidores à Pátria e ao Rei, infelizes e ladrões, por lá saiu também uma noite Camões…”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O Ar de Mar inspirava o poeta do Só, “Na Praia lá da Boa Nova…”&lt;br /&gt;E os poetas “”não estivessem do meu lado, então não havia fado…”&lt;br /&gt;Nem cronistas como eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.&lt;br /&gt;E não dizemos nada.&lt;br /&gt;Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.&lt;br /&gt;E não dizemos nada.&lt;br /&gt;Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.&lt;br /&gt;E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Maiakovski, poeta Russo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“Primeiro levaram os negros.&lt;br /&gt;Mas não me importei com isso.&lt;br /&gt;Eu não era negro.&lt;br /&gt;Em seguida levaram alguns operários.&lt;br /&gt;Mas não me importei com isso.&lt;br /&gt;Eu também não era operário.&lt;br /&gt;Depois prenderam os miseráveis.&lt;br /&gt;Mas não me importei com isso.&lt;br /&gt;Porque eu não sou miserável.&lt;br /&gt;Depois agarraram uns desempregados.&lt;br /&gt;Mas como tenho meu emprego, também não me importei.&lt;br /&gt;Agora estão me levando.&lt;br /&gt;Mas já é tarde.&lt;br /&gt;Como eu não me importei com ninguém&lt;br /&gt;Ninguém se importa comigo”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Bertold Brecht (1898-1956).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.&lt;br /&gt;Como não sou judeu, não me incomodei.&lt;br /&gt;No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.&lt;br /&gt;Como não sou comunista, não me incomodei.&lt;br /&gt;No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.&lt;br /&gt;Como não sou católico, não me incomodei.&lt;br /&gt;No quarto dia, vieram e me levaram;&lt;br /&gt;já não havia mais ninguém para reclamar...”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Só cessarão estas e outras injustiças quando combatermos as perseguições logo que elas se iniciem.&lt;br /&gt;Vejam lá se há disto em Matosinhos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-7287947245662845247?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/7287947245662845247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/02/cronica-de-recurso-felizmente-ha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7287947245662845247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7287947245662845247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/02/cronica-de-recurso-felizmente-ha.html' title='Crónica de recurso. Felizmente, há blogues…'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-2661795211446838359</id><published>2010-02-06T21:17:00.001Z</published><updated>2010-02-06T21:21:24.447Z</updated><title type='text'>Ah, se eles pudessem!…</title><content type='html'>E são nossos irmãos, segundo a Bíblia!&lt;br /&gt;Só não podem - e sabe Deus com que pena! -  é “levar-nos” como dantes fazia a Pide.&lt;br /&gt;O Partido Socialista, perdão, os responsáveis locais do partido socialista - um partido fundado para conquistar a liberdade de opinião, de expressão, de reunião e de intervenção - têm na perseguição, o seu objectivo primeiro.&lt;br /&gt;Soluções - ou vá lá, ideias - para combater o desemprego, a fome e a insegurança instalada em Matosinhos, nem uma! E foi com esta perspectiva que conquistaram o eleitorado…&lt;br /&gt;Acusações, suspensões, expulsões – vingança, para ser objectivo - eis o resultado imediato dos resultados eleitorais de Outubro.&lt;br /&gt;Primeiro - ou depois, tanto faz - as pseudo “notas de culpa” aos militantes que ousaram desalinhar da rota oficial do partido.&lt;br /&gt;A seguir - ou antes, tanto faz - a perseguição individual, que já nem sequer é circunscrita ao local de trabalho. Coscuvilham se quedam em casa, se saem à rua, se vão a jantares, se frequentam estádios, se… &lt;br /&gt;Todos os palcos servem para humilhar, perseguir, ameaçar…&lt;br /&gt;E qual foi o delito destes “criminosos”? &lt;br /&gt;Eu explico.&lt;br /&gt;Entenderam que tinha chegado a hora de Matosinhos mudar de rumo! &lt;br /&gt;Ora, como não mudou e, como não cessou a causa que lhe dava origem – e, pelos vistos até se acentuou - as consequências aí estão.&lt;br /&gt;Se está em causa a democracia? &lt;br /&gt;Por enquanto talvez não: afinal, são apenas aprendizes, ou para usar uma linguagem extremista – mas certeira – meros “criados dos exploradores do povo” de nula influência no processo de regressão em curso. Mas, é assim que “eles” começam…&lt;br /&gt;Razões para preocupações? Mais que muitas!&lt;br /&gt;Meditem bem nisto que Bertold Brecht (1898-1956) escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Primeiro levaram os negros.&lt;br /&gt;Mas não me importei com isso. &lt;br /&gt;Eu não era negro.&lt;br /&gt;Em seguida levaram alguns operários. &lt;br /&gt;Mas não me importei com isso.&lt;br /&gt;Eu também não era operário.&lt;br /&gt;Depois prenderam os miseráveis.&lt;br /&gt;Mas não me importei com isso.&lt;br /&gt;Porque eu não sou miserável.&lt;br /&gt;Depois agarraram uns desempregados.&lt;br /&gt;Mas como tenho meu emprego, também não me importei.&lt;br /&gt;Agora estão me levando.&lt;br /&gt;Mas já é tarde.&lt;br /&gt;Como eu não me importei com ninguém .&lt;br /&gt;Ninguém se importa comigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está visto! O PS de Matosinhos precisa de uma barrela.&lt;br /&gt;Para que a Justiça, o bom senso e o respeito pelas opiniões alheias – perdida que foi, desta feita, a retoma do rumo – sejam recuperados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-2661795211446838359?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/2661795211446838359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/02/ah-se-eles-pudessem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2661795211446838359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2661795211446838359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/02/ah-se-eles-pudessem.html' title='Ah, se eles pudessem!…'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-132794793827884723</id><published>2010-01-31T22:24:00.001Z</published><updated>2010-01-31T22:25:24.569Z</updated><title type='text'>Despesismo também é isto!</title><content type='html'>(E não o apoio à Juventude e Desporto, que as autarquias concedem aos clubes…)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Despesismo não é só em Matosinhos, mas em todo o lado. E não só nas autarquias. Para se chegar a “despesista”, ajuda muito gerir-se o dinheiro dos outros. Como em algumas empresas públicas. É verdade que alguns gastos são mais escandalosos que outros. Automóveis topo de gama, publicações de   promoção pessoal, festas sumptuosas – entre outras, evidentemente - saltam à vista de todos. Mas existe outro tipo de gastos, que escapa por completo à avaliação da opinião pública. Exemplo: a “nossa” RTP.&lt;br /&gt;Há duas semanas a Justiça devolveu à liberdade o turco que em 1981 tentou matar o Papa João Paulo II. Nada de extraordinário: cumprida a pena, é natural que os prisioneiros sejam libertados. Só que este era um preso especial. De seu nome Mehmet Ali Agca, o homem que para muitos, há muito estava no Inferno, chegou afinal – por enquanto - ao Paraíso.&lt;br /&gt;Não naquele Paraíso de que nos fala a Bíblia, mas outro paraíso, um paraíso ao alcance de quem tenha, para gastar, numa estadia em hotel, alguns milhares de euros. No caso, um quarto, no quarto piso dum luxuoso hotel, “com uma vista fabulosa que domina toda a cidade” – dizem as agências noticiosas. Também nisto, nada a estranhar: cada um instala-se (ou deixa que o instalem) onde pode. &lt;br /&gt;De estranhar – e esta é a razão que aqui traz o assunto - apenas os critérios de concorrência e de mercado, que levam a que jornalistas de estações de todo o mundo estejam ao mesmo tempo em directo nos mesmos locais a contar as mesmas coisas, com os mesmos protagonistas, sem acrescentar absolutamente nada aos despachos das agências noticiosas com que os “pivots” dos telejornais iniciam a notícia. &lt;br /&gt;E qual era o acontecimento? Pois, nem mais nem menos que a libertação do tristemente famoso turco.&lt;br /&gt;Para “cobrir” um “acontecimento” destes também lá estava o repórter da nossa RTP, envergando um colete Coronel Tapioca, a repetir exactamente a introdução à notícia feita na redacção. &lt;br /&gt;A RTP – está visto - com a nossa ajuda, pagará as facturas da nulidade (mais uma, afinal – também aqui nada de novo a registar) que nos foi transmitida em directo e por satélite.&lt;br /&gt;Haverá nisto alguma racionalidade? Alguma explicação? &lt;br /&gt;Se calhar existe. &lt;br /&gt;Se alguém a conhecer e a quiser partilhar, antecipadamente este contribuinte agradece. Mas, voltando ao local: ouvidas as palavras de Ali Agca, confirmou-se o que se sabia: foi libertado um louco, cuja loucura não se curou durante os anos que passou na prisão.&lt;br /&gt;Se o turco conseguir instalar uns mísseis de longo alcance lá no terraço do luxuoso hotel, vai conseguir cumprir aquilo que prometeu à imprensa: estoirar com os gajos todos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-132794793827884723?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/132794793827884723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/despesismo-tambem-e-isto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/132794793827884723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/132794793827884723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/despesismo-tambem-e-isto.html' title='Despesismo também é isto!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-3567535663223165798</id><published>2010-01-25T12:19:00.000Z</published><updated>2010-01-25T12:20:15.724Z</updated><title type='text'>Padroense: a razão do sucesso no sucesso da gestão!</title><content type='html'>Há um clube da nossa terra que tem a sua alma no seio do povo. O corpo, esse, há muito que o doou à causa pública, no incansável contributo à formação desportiva, cultural e recreativa de sucessivas gerações.&lt;br /&gt;É o popular clube do Padrão da Légua, o Padroense Futebol Clube.&lt;br /&gt;O “Jantar de Gala” dos seus 88 anos serviu também para recordar o passado. &lt;br /&gt;E o presidente Germano Pinho, num discurso emotivo e empolgante, aclamado pelo milhar e meio de pessoas presentes revelou o segredo de tamanho êxito: rigor e seriedade, numa gestão criteriosa, equilibrada e responsável. &lt;br /&gt;Pois, apesar dos seus 88 anos o Padroense caminha com o vigor da juventude. E fá-lo serenamente, por entre a desordem e a confusão que reinam no nosso Futebol, como que a lembrar-nos da paz que podemos ter, se soubermos levar a cabo uma política de boas relações e cooperação.&lt;br /&gt;Um clube que, sem ser subserviente, tem sabido manter-se em boas relações com todos, mesmos com os mais pequenos e desorganizados. &lt;br /&gt;Para além de dedicar o mesmo carinho e empenho às diversas modalidades desportivas que criou -  mesmo àquelas tidas por mais humildes e desacompanhadas -  incentiva uma postura social que desvia associados, simpatizantes e atletas da desmedida ambição competitiva que poderia torná-los violentos, intolerantes e agressivos. É uma postura que reforça a fortaleza de espírito colectivo, salvaguardando os seus membros, por antecipação, num inesperado insucesso desportivo; mas, se tal acontecesse não desesperaria: por mais de uma vez, o clube baixou de escalão sem que o seu orgulho tenha saído ferido, ou a motivação desaparecido. &lt;br /&gt;Compará-lo com os outros seria presunção ou melancolia, pois haverá sempre clubes superiores e inferiores ao nosso.&lt;br /&gt;Integra, por mérito próprio, o conturbado mundo do desporto nacional; e ainda que isto possa não ser importante para muitos, sem dúvida que o presente é-nos disto revelador.&lt;br /&gt;Usa de prudência nos investimentos e contratações, porque o seu presidente sabe que o mundo está cheio de astúcia; mas isto não o cega a ponto de não reconhecer virtude, onde ela exista.&lt;br /&gt;Mira-se no exemplo dos clubes maiores, e regozija-se com as suas conquistas além fronteiras; mas, não abdica nem do programa, nem dos princípios que perfilha. &lt;br /&gt;O Padroense é, pois, um dos grandes do nosso Concelho, e tal como os grandes do nosso País, tem o direito de querer vencer as provas em que participa. &lt;br /&gt;Dizer-se que é um clube que vive em paz com Deus, seja qual for a ideia que dEle se tiver, não é ousadia. Nem utopia.&lt;br /&gt;E por muito duras e absorventes que sejam as lutas e os desafios que tenhamos na ruidosa confusão da vida, não podemos ignorar tão elevado exemplo de gestão.&lt;br /&gt;Assim pudéssemos vê-la aplicada noutros sectores da sociedade… &lt;br /&gt;Siga em frente, por muitos anos, presidente Germano!&lt;br /&gt;Lute, ainda mais, para fazer do nosso Padroense Campeão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-3567535663223165798?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/3567535663223165798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/padroense-razao-do-sucesso-no-sucesso.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/3567535663223165798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/3567535663223165798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/padroense-razao-do-sucesso-no-sucesso.html' title='Padroense: a razão do sucesso no sucesso da gestão!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-2421059526167987241</id><published>2010-01-18T09:19:00.000Z</published><updated>2010-01-18T09:20:18.303Z</updated><title type='text'>O direito à indiferença</title><content type='html'>Nada tenho contra (nem a favor) do casamento entre pessoas do mesmo sexo. É um direito igual ao daqueles que, a tal respeito, tudo têm a favor (ou contra). &lt;br /&gt;É o direito à indiferença. Cada um casa com quem quer. E ninguém tem (ou não devia ter) nada com isso. &lt;br /&gt;Tenho - isso sim, e muito - é que os meus impostos sirvam para ajudar a pagar aos que legislam sobre uma matéria que não é seguramente aquela que mais preocupa os portugueses. Objectar-me-ão que quem legisla (ou quem os apoia) não perde necessariamente de vista problemas sociais que a seu tempo alguém há-de resolver. Ou seja, outros políticos, já que estes - que alguns escolheram e todos sustentamos - não servem. Ou melhor, servem para isto!...  &lt;br /&gt;Trata-se duma causa que está longe de merecer a importância colectiva que alguns pretendem atribuir-lhe. &lt;br /&gt;Ou teremos assim, entre nós, tantos homossexuais? &lt;br /&gt;Ainda sou do tempo em que os gays eram, simplesmente, “paneleiros”.&lt;br /&gt;Havia poucos e não tinham orgulho nisso. Hoje são muitos e estão cada vez mais activos e aguerridos. Muitos até filiados em Associações: a NET não engana. Organizam “Marchas de Orgulho Gay” e têm mesmo – calcule-se – o seu dia: o “Dia Nacional de Libertação Gay”, a 28 de Junho. &lt;br /&gt;Orgulhosamente, declaram-se “assumidos”. Imiscuem-se na Política, na Televisão, no Teatro. Homens com marido? Aprove quem quiser! &lt;br /&gt;Antigamente falava-se do “perigo amarelo”: hordas de chineses, comprimidos pela explosão demográfica avançariam sobre a Europa. Mais tarde falou-se do “perigo comunista” que desapareceu com a queda do Muro de Berlim.&lt;br /&gt;Poderá falar-se agora do “perigo gay”? &lt;br /&gt;Imagine-se milhões de “assumidos” com os mais exibicionistas - que os há, inegavelmente - avançando em esquadrões a dar ao rabo! &lt;br /&gt;Seria um espectáculo aterrador, dantesco! Evitá-los? Mas, como?&lt;br /&gt;Tendo obtido recentemente uma vitória estrondosa, ao verem legalizado o casamento entre eles, resta-nos aceitá-los. Naturalmente! Legalmente! &lt;br /&gt;Para o bem e para o mal, como dantes se dizia dos casamentos da D. Concordata!&lt;br /&gt;Li algures, que, em tempos a Argentina esboçou um projecto curioso para lidar com idêntica situação: a criação de um vasto território, onde todos os homossexuais - homens e mulheres - pudessem viver à vontade, livres de constrangimentos sociais, com os seus costumes, as suas leis, parlamento, constituição e governo próprios. Uma espécie de reserva demarcada, por assim dizer. Talvez por lá a coisa fosse viável, sendo a Argentina um grande País, com todas aquelas pampas a perder de vista.&lt;br /&gt;Por cá não dava. Não só porque o País é demasiado pequeno territorialmente para criar reserva igual, como não podia prescindir, assim duma assentada, de todos os homossexuais (e lésbicas) que estão integrados na sociedade, desterrando-os para longe. &lt;br /&gt;Graves problemas abalariam o mundo da política, da cultura, do divertimento e do lazer! &lt;br /&gt;Assim como assim é melhor apoiá-los!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-2421059526167987241?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/2421059526167987241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/o-direito-indiferenca.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2421059526167987241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2421059526167987241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/o-direito-indiferenca.html' title='O direito à indiferença'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-1916706149452921191</id><published>2010-01-11T15:13:00.000Z</published><updated>2010-01-11T15:14:25.753Z</updated><title type='text'>Falta a taxa da respiração</title><content type='html'>De acordo com notícias vindas a público, Sócrates terá dado ordens a Lacão para escrever aos partidos da oposição, mais exactamente, PPD, CDS, BE e PCP, para “negociar” com vista à aprovação do Orçamento de Estado.&lt;br /&gt;Já antes, na sequência dos resultados eleitorais, Sua Excelência o Presidente do Concelho tinha proposto algumas coligações que viabilizassem o governo - propostas iguais, apresentadas exactamente aos mesmos partidos. E ao mesmo tempo!...&lt;br /&gt;E embora os homens que elaboraram o Orçamento não tenham arrancado o coração a nenhuma criança, nem chupado o sangue de nenhum inocente, nem sequer mandado degolar todos os primogénitos, a maioria das pessoas quando vê o Sócrates ou o Teixeira dos Santos lembra-se dos flagelos bíblicos e das maldições populares (além de algumas palavras sonantes impublicáveis) sendo que a maioria consegue dar ainda graças a Deus por não ter qualquer deficiência.&lt;br /&gt;É verdade que se pode ir sempre mais longe em matéria de taxas, taxando-se além dos internamentos, as pessoas que por um motivo ou outro morram nos hospitais, acrescentando despesas inúteis, uma vez que – morrer por morrer – se pode perfeitamente morrer em casa. Ou, vá lá, num lar de idosos.&lt;br /&gt;Lá no conforto climatizado e asséptico dos gabinetes ministeriais, a dúvida deve angustiá-los. Quem taxaremos? O que taxaremos? Como taxaremos? Dúvida que – há por ai quem diga - nem deve deixá-los em paz. &lt;br /&gt;Para ajudá-los, tenho uma ideia, que posso ceder-lhes a título quase gracioso: a taxa sobre respiração. Já sei que não é a primeira vez que alguém se lembra disto, mas agora vem a propósito. E é ecologista, uma vez que do ar (oxigénio e azoto) que inspiramos, expiramos uma coisa irrespirável que é o CO2 ou dióxido de carbono, ou lá o que é. Por isso, a transformação de ar puro em CO2 deve ser taxada. É o princípio do utilizador – pagador à semelhança daquele que de quando em vez se fala em aplicar nas Scutes.&lt;br /&gt;Igual para todos é que não. Justo como é, o Governo que nos coube em sorte eleitoral lançaria diversas taxas. Ou taxas de diverso valor, para ser mais exacto.&lt;br /&gt;Uma taxa normal, para pessoas normais, uma taxa agravada para asmáticos e uma sobretaxa de soluços, que é uma forma egoísta e privilegiada de inspirar mais ar do que aquele que é necessário.&lt;br /&gt;Poderia ainda pensar-se em pequenos impostos de suspiro e aerofagia, mas isso complicaria o sistema, já que seria necessário criarem-se mais uns tantos fiscais para que pudesse realizar-se uma eficaz colecta. &lt;br /&gt;Assim, às taxas dos que cumprissem, o Governo acrescentaria as multas dos que não cumprissem. Desta é que talvez nem eles se tenham lembrado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-1916706149452921191?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/1916706149452921191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/falta-taxa-da-respiracao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1916706149452921191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1916706149452921191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/falta-taxa-da-respiracao.html' title='Falta a taxa da respiração'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-6724991718562658086</id><published>2010-01-06T18:57:00.000Z</published><updated>2010-01-06T18:59:39.403Z</updated><title type='text'>Imagine!</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HxNQqSBV2NE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HxNQqSBV2NE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-6724991718562658086?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/6724991718562658086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/imagine.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/6724991718562658086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/6724991718562658086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/imagine.html' title='Imagine!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-6453272349347968996</id><published>2010-01-04T18:10:00.000Z</published><updated>2010-01-04T18:12:20.788Z</updated><title type='text'>A licenciatura dá inteligência? Está visto que não!</title><content type='html'>Ontem mesmo, um conhecido economista, desses que temos a rodos, dizia na televisão – entre surpreso e admirado - que “um terço dos investidores na Bolsa só tem a quarta classe”. Fiquei indignado porque aquela palavra – “só” – é claramente abusiva e dá a entender que neste país, onde alguns sobrevivem e outros se governam, há gente com poucas habilitações para jogar na Bolsa. O que é redondamente falso. O ensino privado e o programa “Novas Oportunidades”  tornou-nos a todos um país de doutores e engenheiros – estatuto que tem levado muita cavalgadura a singrar no sinuoso mundo da política e dos negócios obscuros. &lt;br /&gt;Veja-se, por exemplo, o caso do Dr. Vara do Mogadouro - simpática vila que  viu nascer um dos homens mais badalados dos últimos tempos. Foi ali, atrás de um balcão da Caixa Geral de Depósitos, que, o então Sr. Vara se iniciou no frutuoso mundo dos negócios: primeiro, negócios da lavoura e do comércio a retalho, e só mais tarde – quando licenciado - subiu aos negócios da sucata. Para tanto, frequentou o Curso de Relações Internacionais na Variante de Cooperação na Universidade Independente - o que prova que nem o Curso, nem a Universidade foram escolhidos ao acaso, mas antes mediante criteriosa escolha. De amigo de ninguém passou a amigo de um - Sócrates –, e de amigo de um passou a amigo de todos. Os ricos, claro. Se ficasse “só” com a quarta classe teria subido tanto? Talvez! Muitos portugueses, sem ela, fizeram muito mais:&lt;br /&gt;• D. Afonso Henriques não tinha a quarta classe e fundou Portugal, além de ter conquistado Lisboa aos mouros; &lt;br /&gt;• D. Diniz, também não a tinha e fez o Pinhal de Leiria e a Universidade de Coimbra; &lt;br /&gt;• D. João I nunca frequentou qualquer escola primária e juntando-se  ao Nun´ Álvares Pereira deu uma trepa aos castelhanos que ainda hoje lhes dói; &lt;br /&gt;• D. Henrique fundou a Escola de Sagres sem ter escola nenhuma onde tivesse obtido o diploma da 4ª. Classe. Além disso, não consta que houvesse exames ou avaliações de professores nessa escola e nunca ninguém se escandalizou; &lt;br /&gt;• O D. João II também não a tinha, nem o D. Manuel, mas talvez o que mais chocasse aquele economista fosse o facto de Luiz de Camões ter escrito “Os Lusíadas” sem quaisquer habilitações específicas; &lt;br /&gt;• Os três Filipes nem falar português sabiam; &lt;br /&gt;• O D. João IV nunca conseguiu conjugar o verbo “restaurar” e nunca percebeu se ele era transitivo ou intransitivo. Ou mesmo reflexo; &lt;br /&gt;• O D. João VI foi para o Brasil e por causa dele ainda hoje lá se fala português com um sotaque estranho. &lt;br /&gt;Podemos, pois, concluir que a relação entre a 4ª. Classe e a capacidade de realizar coisas “porreiras pá”, não é absoluta. O outro não o disse, mas podia tê-lo dito: um povo que sem a 4ª. Classe realizou tanta coisa pode fazer, pelo menos, o dobro com tantas licenciaturas e tantos licenciados…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-6453272349347968996?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/6453272349347968996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/licenciatura-da-inteligencia-esta-visto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/6453272349347968996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/6453272349347968996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2010/01/licenciatura-da-inteligencia-esta-visto.html' title='A licenciatura dá inteligência? Está visto que não!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-9146793120078833491</id><published>2009-12-30T18:32:00.000Z</published><updated>2009-12-30T18:33:19.688Z</updated><title type='text'>Uma história financeira</title><content type='html'>Por esta altura são vários os jornais e revistas que nos trazem comoventes histórias de Natal. Nada de extraordinário. A não ser a revelação de talentos adormecidos durante o resto do ano.&lt;br /&gt;Algumas são verdadeiramente originais; outras, nem por isso.&lt;br /&gt;Como esta que me foi remetida por e-mail. Não pode ser catalogada como “história de Natal” . Nem como “carta de amor”. Nem como original.&lt;br /&gt;É muito antiga, mas adapta-se perfeitamente aos nossos dias. E constitui até uma lição que o respectivo ministro pode - salvaguardadas as proporções devidas - aplicar à desesperada economia que, sem qualquer vislumbre de recuperação vai gerindo, atascando-nos cada vez mais. &lt;br /&gt;É assim:&lt;br /&gt;“Numa pequena vila e estância na costa sul de França, chove, e nada de especial acontece. A crise sente-se. Toda a gente carregada de dívidas; toda a gente deve a toda a gente. &lt;br /&gt;Subitamente, um rico turista russo chega à recepção do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca sobre o balcão uma nota de €100. Recebe a chave e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram. Com uma condição: a de desistir, caso o aposento lhe não agrade.&lt;br /&gt;O dono do hotel pega na nota e corre ao fornecedor da carne a quem deve €100;  o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar €100 que lhe devia há algum tempo; este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne; o criador de gado corre logo a entregar os €100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito; agora é esta que logo que recebe os €100 corre ao hotel a cujo dono devia €100 pela utilização casual de quartos à hora, para atender clientes.&lt;br /&gt;Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada. Decide desistir e pede a devolução dos €100. Recebe o dinheiro e sai.&lt;br /&gt;Termina aqui – por agora – o círculo.&lt;br /&gt;Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido para nenhuma das partes envolvidas. Contudo – acrescenta a história -  todos liquidaram as suas dívidas. E estes elementos daquela pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro”.&lt;br /&gt;Ora aqui está uma fórmula que – com licença dos ilustres economistas do governo – conduziria o país em 2010 a um déficit e a uma dívida pública iguais a zero. &lt;br /&gt;Creio que, em Portugal – e não sei se este é um bom ou um mau sinal – as coisas não correriam bem assim. Pelo menos, para o turista russo.&lt;br /&gt;Então porquê ? – pergunta-se.&lt;br /&gt;Imagine-se que os sucessivos liquidadores da dívida em vez de irem a correr com o dinheiro na mão (como agora não se usa) iam antes depositar a verba, via multibanco, (como agora se usa) na conta do respectivo credor.&lt;br /&gt;Como só no “dia seguinte” o dinheiro ficaria disponível, imagine-se o turista russo calmamente à espera que terminasse o ciclo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-9146793120078833491?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/9146793120078833491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/12/uma-historia-financeira.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/9146793120078833491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/9146793120078833491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/12/uma-historia-financeira.html' title='Uma história financeira'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-5417597347399167775</id><published>2009-12-21T16:59:00.000Z</published><updated>2009-12-21T17:02:07.198Z</updated><title type='text'>Inatacáveis, diz Narciso!</title><content type='html'>A equipa é muito jovem: tem de vida uns três ou quatro meses. Se a experiência resulta do tempo de actividade e, sendo curto este tempo, então esta equipa é inexperiente. &lt;br /&gt;Mas, segundo o seu criador, funciona na perfeição: uma verdadeira esquadrilha, preparada para os mais duros embates municipais. Eles vão a todas. Se o assunto é a Saúde, fazem o diagnóstico e apontam a solução; tratando-se das antigas promessas eleitorais de Sócrates naquela trapalhada das Scutes e portagens, lá estão para rebatê-las. Mas, se o problema for o IMI? Pois lá estão eles, atentos e vigilantes, a batalhar pela sua redução.&lt;br /&gt;Agora – perguntar-se-á – e naquela “insignificância” dos 17 milhões de dívidas com perdões indevidos, qual tem sido o papel dos “eleitos”? –&lt;br /&gt;- Fazem o que podem. E acredita-se que o melhor na conjuntura actual. Vou mais longe: nenhuma equipa seria capaz de melhor desempenho.&lt;br /&gt;Mas – objectar-me-ão – então e a Deloitte, a Cepsa, os 17 milhões?&lt;br /&gt;Pois, pois, mas “tirar a presa ao leão é difícil nesta selva”.&lt;br /&gt;Tudo isto não passaria de mero funcionamento normal das instituições num sistema em que a decisão da maioria prevalece, quantas vezes ao arrepio do verdadeiro interesse das populações que servem. Ou deviam servir… &lt;br /&gt;Decisões que, num regime democrático, por mais sensatas, equilibradas e justas que pareçam – ou o sejam, na verdade – não estão isentas de críticas, reparos e observações. Acontece que, a acção política dos “nossos independentes” – e vá lá saber-se porquê - não deve ser avaliada, e muito menos criticada. Antes, deve ser aceite, aplaudida e até reconhecida. Por outras palavras: devíamos, em vez de criticar a forma como a exercem,  agradecer-lhes o sacrifício que por nós fazem. São horas que, podendo ser de ócio ou de actividade profissional, são empregues na melhoria do nosso bem-estar. É Narciso quem o afirma. E acrescenta que existe o direito à crítica, mas, quem critica não tem razão! Assim, a modos como “quem desdenha quer comprar”!&lt;br /&gt;Está pois dado o mote para uma nova forma de encarar a crítica.&lt;br /&gt;Se, por hipótese – hipótese remota, assinale-se - Narciso criticasse o presidente da Câmara é porque queria ser ele, Narciso, o Presidente. &lt;br /&gt;E quando um escriba manifesta estranheza por uma ou outra escolha é porque queria ter sido ele, escriba, o escolhido. &lt;br /&gt;E – é caso para perguntar – quando alguns elementos da oposição e, até o próprio Presidente da República criticam o empenho que o Governo – numa altura em que muitas outras preocupações justificariam prioridade e empenho - colocam na questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo é porque aspiram a um casamento destes? &lt;br /&gt;Que os “eleitos” sejam capazes, combativos e determinados, nada a objectar. “Presunção e água benta, cada um toma a que quer”. &lt;br /&gt;Mas, outra tolerância na avaliação das críticas – legítimas, há que dizê-lo – não ficaria  mal a ninguém. O tal “bom senso” de que nos falava há dias Almeida Santos: “toda agente precisa de bom senso, inclusive o Presidente da República”. E se recordarmos que o nosso distante e ilustre filósofo René Descartes dizia que o bom senso é a qualidade mais bem distribuída do mundo, pois jamais ouvira alguém reclamar para si maior dose dele do que lhe havia cabido em sorte, estamos conversados. E justificados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-5417597347399167775?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/5417597347399167775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/12/inatacaveis-diz-narciso.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5417597347399167775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5417597347399167775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/12/inatacaveis-diz-narciso.html' title='Inatacáveis, diz Narciso!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-1597374089416048600</id><published>2009-12-15T10:33:00.000Z</published><updated>2009-12-15T10:34:55.864Z</updated><title type='text'>Ironia, sátira, crítica, censura ou “cartas de amor”?</title><content type='html'>“Julgando o dever cumprir,&lt;br /&gt;sem descer no meu critério,&lt;br /&gt;digo verdades a rir&lt;br /&gt;aos que me mentem a sério.”&lt;br /&gt;Agora esta:&lt;br /&gt;“Os meus versos que têm eles&lt;br /&gt;que façam mal a alguém?&lt;br /&gt;Só se fazem mal àqueles&lt;br /&gt;a quem possam ficar bem.”&lt;br /&gt;Claro que já conhecem estas quadras. Exactamente! São de António Aleixo.&lt;br /&gt;É verdade que foram escritas há muito, mas não passam de moda.&lt;br /&gt;“Quem não tem cão, caça com gato” – diz o povo.&lt;br /&gt;E quem não tem talento para censurar ou satirizar em verso – e quer expor publicamente os costumes, os ridículos e os defeitos públicos – recorre à prosa, chegando, por esta via, às “Cartas Abertas”, a que alguns prestigiados leitores chamam – imagine-se - “cartas de amor”. Nem mais!&lt;br /&gt;É a fórmula alternativa para a exposição de vícios e hipocrisias, a denúncia de erros, incompetências, incoerências e ludíbrios. Servem tais “cartas” para apontar o mal, a suspeita fundada, o engano e o dolo, para abanar o cidadão anestesiado e manipulado, mostrar-lhe as batotas que jogam com ele, as sandices com que o encantam e exploram, os logros a que continuamente o sujeitam. Por outras palavras: denunciar a nudez do Rei, que mil e uma habilidades e traficâncias disfarçam de vestimenta!&lt;br /&gt;Parada alta, sem dúvida, já que se exige o humor na ponta dos dedos (nas teclas, para ser exacto) porque o deleite de uns pode ser a indiferença de outros e o aborrecimento dos restantes.&lt;br /&gt;Censurar deleitosamente, é voo de trapezista sem rede, pois também o escriba vive embaraçado nos próprios erros, vícios e enganos. Tal como os outros reis, disfarça a sua nudez com véus de falsa isenção e meia sabedoria.&lt;br /&gt;As “Cartas Abertas” – é altura de o esclarecer - não reivindicam qualquer quinhão na literatura humorística, mas acusam-lhe a paternidade e orgulham-se dela.&lt;br /&gt;Usam o riso com liberalidade e diversidade: por puro gozo ou desenfado, por intenção informatória e denunciante, por escape de verrumina e quezilência.&lt;br /&gt;É difícil e complicado operar neste meio. Não chegam a intenção e o engenho (se o há q.b.) para que a sátira salte, para que a “carta” excite ou incentive.&lt;br /&gt;Podia até – exagerando - chamar corrupto a qualquer um, menos ao honesto.&lt;br /&gt;Não poderia – ou não deveria - era promover a inocente um culpado, nem a inteligente a cavalgadura ou a modesto o pavão.&lt;br /&gt;A sátira, a crítica jocosa, a ironia, seja em artigos de opinião, seja nas famigeradas “cartas” não prescinde da verdade, como alimento e essência. Exagera-a, para deleitar!&lt;br /&gt;Mas, comedidamente. Porque, em pretendendo-se ridicularizar a prepotência sem o enquadramento e o tempero devidos - e sem “qualquer coisa de verdade” como, noutra quadra, nos fala o Aleixo - o benefício pode sair ao prepotente! E quem sai ridicularizado é o escriba…&lt;br /&gt;Como acontece muitas vezes, aliás!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-1597374089416048600?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/1597374089416048600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/12/ironia-satira-critica-censura-ou-cartas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1597374089416048600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1597374089416048600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/12/ironia-satira-critica-censura-ou-cartas.html' title='Ironia, sátira, crítica, censura ou “cartas de amor”?'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-6055660509732125838</id><published>2009-12-07T18:06:00.000Z</published><updated>2009-12-07T18:07:36.348Z</updated><title type='text'>Carta da menina pobre ao presidente rico</title><content type='html'>Foi por uma manhã fria de Novembro. Sentava-me à mesa da confeitaria quando uma vozita de criança surgiu: «senhor, compra pensos para as feridas». E depois: «senhor, uma moeda para comprar pão».&lt;br /&gt;- «Eu compro – disse-lhe». E ela: «senhor, pede para pôr manteiga no pão». Pedi pão com manteiga e leite, e convidei-a sentar-se à minha mesa. A menina tomou o leite, mas guardou o pão na sacola que trazia. «O pão é para o meu irmãozito que está em casa com fome».&lt;br /&gt;De repente, lembrei-me de a ter visto há muito tempo. Sempre junto aos semáforos, olhos pretos muito vivos e pele morena teria uns sete, oito anos. Saltitava com os pensos rápidos na mão, quando “pintava” o vermelho. Os carros partiam, e a menina baixava os olhos tristes. Um dia dei-lhe uma moeda de dois euros. Quis entregar-me os pensos e o troco. Que ficasse com as duas coisas – disse-lhe. Recebi em troca o mais luminoso sorriso de toda a minha vida.&lt;br /&gt;Que agora já sabe ler e escrever - confidenciou-me. E já tinha escrito uma carta ao presidente, mas não tinha portador. «Dá-me a carta que eu levo-a». - «O senhor é carteiro?» - «Tenho alguma apetência para a função» – respondi-lhe, estribado no diagnóstico que há dias me fez o amigo Queirós.&lt;br /&gt;E lá tirou a menina da sacola uma folha A4, dobrada em quatro: era a carta.&lt;br /&gt;Traslado-a sem lhe tirar, nem acrescentar uma vírgula.&lt;br /&gt;«Chamo-me Raquel tenho 11 anos vivo em Matosinhos e escrevi o ano passado uma carta ao senhor presidente escrevi-a tão devagarinho para a letra ficar bonita reli-a tantas vezes para não cometer erros se algum escapou peço desculpa mas não pude ir a todas as aulas porque tinha de cuidar dos meus 3 irmãozitos, o Xico com 5 aninhos o Adão com 3 e a Juca com 2 o meu pai estava na cadeia a minha mãe desempregada e a minha irmã mais velha a Vanessa com 18 anos só chegava a casa ao ser dia dizia que andava a vender o corpo isso eu não percebia porque ela chegava a casa com o corpo todo. Porque não me respondeu o senhor presidente não sei pergunto se recebeu a minha carta porque não a leu e se a leu porque não respondeu eu só pedia uma roupinha para cobrir o Xico que anda a tremer de frio umas sapatilhas para o Adão e uma tigela com desenhos de flores para a Juca comer a sopa que eu lhe faço com água e aparas de carne que me dá o senhor Antero do talho quando os cães se atrasam que as aparas são para quem chega primeiro e às vezes são os cães e para mim queria só uns chinelos para trocar por estes que já foram botas.&lt;br /&gt;O senhor Antero que é um homem muito rico e gordo às vezes também me dá uma moeda para eu ir comprar chocolate para mim para o Xico para o Adão e para a Juca quando quer ficar sozinho com a minha mãe na rulote onde moramos desde que fomos despejados e diz para entrarmos só quando a rulote parar de baloiçar e nós ficamos cá fora os quatro até que a rulote pare de baloiçar então já podemos entrar só não entendo como podem eles gostar mais de baloiçar a rulote do que de chocolate.&lt;br /&gt;Se desta vez a carta chegar ao senhor presidente peço-lhe que se lembre também dos outros meninos e dos seus pais e avós aqui do bairro que não têm emprego nem reforma que se veja e também passam fome e desejo muita saúde para si e para os seus amigos ricos».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-6055660509732125838?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/6055660509732125838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/12/carta-da-menina-pobre-ao-presidente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/6055660509732125838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/6055660509732125838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/12/carta-da-menina-pobre-ao-presidente.html' title='Carta da menina pobre ao presidente rico'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-4817712231310938597</id><published>2009-11-30T19:18:00.000Z</published><updated>2009-11-30T19:19:25.666Z</updated><title type='text'>Carta aberta aos eleitos independentes</title><content type='html'>Confesso que tive alguma dificuldade em aceitar a existência de “eleitos” neste reino.&lt;br /&gt; “Eleitos” – supunha - eram os bons, os predestinados, que hão-de sentar-se à direita de Deus Pai - segundo a Bíblia - que não identifica os que vão sentar-se à esquerda; e não serão os maus, os corruptos, que vão esturricar, metidos pelo maligno num caldeirão de azeite a ferver, quem sabe se fornecido pelos supermercados da Sonae…&lt;br /&gt;A custo, lá me fui habituando à ideia de que, afinal, também entre nós há “eleitos”. Eleitos por um chefe, que viu donaires e encantos onde, em boa verdade, o povo – juiz inapelável – não viu.&lt;br /&gt;Já sei que 27.083 eleitores também viram – um número que não pode ser ignorado. Há é outros números a não ignorar.&lt;br /&gt;O método de Hondt e alguns acordos inesperados conduziram a nossa Força à subalternidade. E pensar que tínhamos tudo para vencer a arrogância e a prepotência instaladas…&lt;br /&gt;Mas, com que armas? Se ninguém conhecia uma ideia dos “eleitos”, um plano, um projecto, uma solução, uma só linha escrita, um palpite que fosse sobre uma qualquer matéria!&lt;br /&gt;Como podia o povo pensante votar, em abstracto, numa causa colectiva cuja base, que se exigia numerosa, tinha só um membro: o seu líder natural?&lt;br /&gt;Alguém viu algum “eleito” defender, firme e convictamente, razões sérias e precisas que justificassem a “mudança de rumo” proclamada? Algo mais que a leitura débil, insípida e mortiça de discursos repetitivos e monocórdicos, bajuladores e interesseiros, vazios e desajustados, fracos e imprecisos.&lt;br /&gt;A constatação é simples: basta pensar-se no que diz o povo sobre os políticos – falam muito e não fazem nada. Só que estes, além de nada terem dito, nada fizeram – ao contrário dos outros que, também nada tendo feito, tudo disseram. Deste modo simples se soluciona a contradição.&lt;br /&gt;De facto, faz todo o sentido pensar-se que houve, durante a campanha, cidadãos a apontar para os “eleitos” mudos e silenciosos e a dizer, ou vá lá, a pensar:&lt;br /&gt;«Olha, lá vão eles; nem parecem políticos! Não dizem nada; mas, o certo é  que depois também não fazem nada!»&lt;br /&gt;O que vão fazer agora os nossos, no terreno deles?&lt;br /&gt;Imaginemos um debate em que os intervenientes se olhem fixamente – tipo jogo do “sério” – e que perca, não o primeiro a esboçar um sorriso, mas o primeiro a dizer uma palavra, a emitir um som. Exagero? Exagero, sim senhor!&lt;br /&gt;(Falo dos “eleitos” e não do seu chefe que não tem, propriamente, no silêncio a característica mais marcante…)&lt;br /&gt;Chegaríamos por esta via - a do silêncio - à elevação máxima do debate. Àquela que, no dizer dos filósofos, é indizível, razão pela qual nada mais haverá senão isso mesmo: o absoluto silêncio -  a única ferramenta que, para o povo, os eleitos (sem aspas) possuem.&lt;br /&gt;Ouvir, calar e amochar - muito pouco na actual correlação de forças.&lt;br /&gt;Mas, é o que há! E, quem dá o que tem…&lt;br /&gt;Cumprimenta-vos, silenciosamente, este vosso aliado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-4817712231310938597?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/4817712231310938597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-aos-eleitos-independentes.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4817712231310938597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4817712231310938597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-aos-eleitos-independentes.html' title='Carta aberta aos eleitos independentes'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-341130635845599229</id><published>2009-11-23T18:28:00.000Z</published><updated>2009-11-23T18:30:22.278Z</updated><title type='text'>Carta aberta ao chefe local do PS</title><content type='html'>Desculpa não te tratar pelo nome, mas nem sei como te chamas.&lt;br /&gt;Podes não acreditar, mas nunca vi uma fotografia tua - o que nesta era digital diz muito da tua pouca importância política.&lt;br /&gt;Deixa-me contar-te um caso semelhante, que vivi há uns tempos.&lt;br /&gt;Pretendia escrever, para um jornal da capital uma crónica a visar uma figura que despontava na cena política nacional: o ministro Mário Lino.&lt;br /&gt;Como nunca o vira - e o estilo a imprimir impunha que o tivesse visto – quis saber com quem era o Lino parecido.&lt;br /&gt;«Olha, é um tipo com cara de Brejnev de trazer por casa…».&lt;br /&gt;Ainda pensei que Sócrates podia, pelo menos, ter escolhido para ministro um soviético com uma cara menos feia, vá lá o Andropov ou assim. Mas, não! Era mesmo o Lino, no início duma fulgurante carreira de ministro.&lt;br /&gt;Para conhecer a tua fisionomia procurei, também, quem te conhecesse, mas não encontrei quem estivesse disposto a gastar contigo um segundo que fosse.&lt;br /&gt;Se posso, mesmo assim, ir directo ao assunto? Posso, e é a mesma coisa.&lt;br /&gt;Consta que no PS não consegues reunir consenso para concretizar a monda que te encomendaram. Nem consenso no partido, nem apoio fora dele!&lt;br /&gt;Se fosses perspicaz, tinhas mandado às malvas os tipos que te encomendaram aquelas inúteis notificações aos militantes socialistas. E nem nisto mostraste competência, já que o principal alvo da tua sanha persecutória – Narciso Miranda – nem sequer foi notificado!&lt;br /&gt;Se fosses inteligente tinhas percebido logo, que estavas perante uma evidência tautológica. (Se não souberes o que é uma tautologia, podes continuar a ler isto, mas dou-te uma ajuda: consiste em dizer o mesmo de forma diferente).&lt;br /&gt;Vem o Sócrates e diz que o PS é democrático e tolerante. O que é verdade.&lt;br /&gt;Vêm os teus notificados e dizem que o PS é antidemocrático e intolerante. O que é verdade.&lt;br /&gt;Vens tu e os teus notificadores, e dizem que os independentes moveram forte afronta ao partido. O que é verdade.&lt;br /&gt;Vêm os independentes, e dizem que só divergiram e não afrontaram o partido. O que é verdade.&lt;br /&gt;Vêm os teus dirigentes, e dizem que o PS é de esquerda. O que é verdade.&lt;br /&gt;Vêm os dirigentes do BE e do PCP, e dizem que o PS é de direita. O que é verdade.&lt;br /&gt;Eis a evidência tautológica: se um diz a verdade, e está em contradição com o outro, o outro não pode estar também a dizer a verdade.&lt;br /&gt;Exactamente como não entendeste!&lt;br /&gt;Se pensas que, com essa das expulsões, Narciso e seus pares andam de cabeça baixa, estás enganado. Trazem-na bem levantada (a cabeça, claro). Resta-te recolher as notificações que enviaste, ajoelhar e pedir ao Senhor que te ilumine no futuro…se entretanto não te destituírem! Digo-te mais: se conseguires sair disto sem queimar as barbas, resolves a quadratura do círculo - coisa que nem o doutor Pacheco Pereira conseguiu.&lt;br /&gt;Aceita o cumprimento dum cidadão não envolvido (até agora) em negociatas e cambalachos. Nem em escutas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-341130635845599229?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/341130635845599229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-ao-chefe-local-do-ps.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/341130635845599229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/341130635845599229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-ao-chefe-local-do-ps.html' title='Carta aberta ao chefe local do PS'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-2622400748732631664</id><published>2009-11-23T16:23:00.001Z</published><updated>2009-11-23T16:28:28.038Z</updated><title type='text'>Escutas em Belém</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eI3TtMdG_I8/Swq3q7AKLpI/AAAAAAAAAA0/IUYPg1eG9ME/s1600/escutas-em-belem.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 209px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407336250632449682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eI3TtMdG_I8/Swq3q7AKLpI/AAAAAAAAAA0/IUYPg1eG9ME/s320/escutas-em-belem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Eis a prova que faltava.&lt;br /&gt;Afinal há mesmo escutas em Belém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-2622400748732631664?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/2622400748732631664/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/escutas-em-belem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2622400748732631664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2622400748732631664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/escutas-em-belem.html' title='Escutas em Belém'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eI3TtMdG_I8/Swq3q7AKLpI/AAAAAAAAAA0/IUYPg1eG9ME/s72-c/escutas-em-belem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-3435927984674435012</id><published>2009-11-16T20:01:00.000Z</published><updated>2009-11-16T20:03:08.666Z</updated><title type='text'>Carta aberta a Guilherme Aguiar</title><content type='html'>Não se pode dizer que o seu futuro político, apesar da mudança, caríssimo Guilherme Aguiar seja negro, porque de certa forma é luminoso, mas é um mau futuro.&lt;br /&gt;O senhor é uma figura conhecida em todo o país – e não só pela malta da bola - apesar de Gaia estar longe dos palcos onde se desenrolam as convenções básicas da política, daquelas em que Lisboa é mestra, o Terreiro do Paço é doutorado e qualquer ministro é Reitor!&lt;br /&gt;Não espanta pois, que um amigo meu, que mora a Sul, e só o conhece da bola, pela televisão – tal como eu, aliás, que moro a Norte - mal o viu ganhar na secretaria o que perdeu no terreno, atirou a contar:&lt;br /&gt; - «Não achas estranho que o Aguiar fique com o pelouro do Desporto, tendo ele concorrido pelo PSD?» &lt;br /&gt;- «Não é por ser do PSD» – respondi – «é porque o homem é um pina moura de trabalho.» E rimo-nos ambos do dito. E prosseguiu: &lt;br /&gt;«Não vês que ele procurou a mudança apenas para se conservar no poder? &lt;br /&gt;Sabes que as espécies, mesmo segundo os darwinistas, apenas mudam para se conservarem. Ou seja, o que determina a mudança – seja do camaleão, seja a da crisálida em borboleta, seja a da Zita Seabra ser mais à direita, seja a do Mário Soares ser mais à esquerda – é a conservação das espécies. Claro que já entendeste que isto é um paradoxo. &lt;br /&gt;A gente muda porque quer conservar! &lt;br /&gt;Este Guilherme mudou para Matosinhos porque quer conservar-se no poder. &lt;br /&gt;Não vale a pena disfarçar, meu caro: no fundo, no fundo, ninguém quer mudar se estiver bem. Citando uma velha máxima atribuída ao almirante Henrique Tenreiro, segundo a qual “mais vale ter saúde e ser rico, do que ser pobre e doente”, ninguém rico, bonito e saudável deseja uma mudança. Da mesma forma que ninguém feio, pobre e doente quer ficar na mesma. A questão da mudança depende pois do ponto de partida.» &lt;br /&gt;Claro que esta mudança não pode ser comparada à daqueles políticos que vão para empresas com as quais tinham feito contratos enquanto ministros. Trata-se dum esquema muito em voga, cujos contornos a Justiça persiste em ignorar e que, com leves variantes, funciona assim:&lt;br /&gt;A empresa A precisa de convencer o Estado a colocá-la no consórcio B, de forma a financiar-se para o projecto C, o qual serve, aliás, de alavancagem para iniciar a obra D, ganhar a obra E, e concluir a obra F. &lt;br /&gt;Ora, se a empresa A conseguir integrar nos seus quadros um antigo ministro, tem a coisa facilitada, deixemo-nos cá de coisas!&lt;br /&gt;Tenho para mim, que o seu propósito de mudança não encaixa neste exemplo. &lt;br /&gt;O amigo Guilherme vem para cá com o objectivo de nos ajudar, porque acha – e muito bem – que Matosinhos merece melhor! &lt;br /&gt;Melhor do que ele próprio? Bem, a isso é que não sei responder!&lt;br /&gt;Mas esta era a mensagem de fundo; e 15. 084 eleitores acreditaram!&lt;br /&gt;Avance, pois, ó Aguiar; tem o nosso respeito&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-3435927984674435012?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/3435927984674435012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-guilherme-aguiar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/3435927984674435012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/3435927984674435012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-guilherme-aguiar.html' title='Carta aberta a Guilherme Aguiar'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-371184145607417373</id><published>2009-11-09T19:09:00.000Z</published><updated>2009-11-09T19:11:23.804Z</updated><title type='text'>Carta aberta a Guilherme Pinto</title><content type='html'>Escrevo-lhe para lhe dizer que depois de analisados os resultados da sua reeleição como presidente podem, enfim, retirar-se algumas conclusões. &lt;br /&gt;Antes, porém, deixe-me contar-lhe isto, em jeito de introdução. &lt;br /&gt;Quando eu era novo, havia na minha terra – pequena aldeia lá do Minho – um barbeiro. Dizer um barbeiro, era dizer um espelho e um banco, uma tesoura e um homem, razão pela qual ainda por lá se diz «não tarda uma loja de barbeiro», para se dizer que é coisa rápida. Esse barbeiro dizia mal de toda a gente. Que este era um palerma, que o outro era tolo, que o seguinte era ruim, que o próximo era mau e, que, o se seguia era um palonço do piorio.&lt;br /&gt;Ao fim da tarde, quando não quedava senão ele na loja, o barbeiro mirava-se ao espelho e apontando para a sua imagem reflexa, dizia: «E tu és o pior de todos! Tu também me saíste um grande filho da mãe, sempre disposto a dizer mal deste e daquele, sem piedade, nem compaixão». &lt;br /&gt;O barbeiro foi-se, e fiquei com os mesmos tiques, fosse por influência do homem, fosse por influência do lugar (é perto de Barroselas…).&lt;br /&gt;E quero dizer-lhe que as razões dos seus 42,31% - 37.239 de votos – podem muito bem ter sido encontradas. Pelo menos, essa é a convicção duma vasta equipa criada para o efeito, logo após o 11 de Outubro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Cerca de 25.000 membros do PS referiram que tinham votado em si porque o chefe local deles assim tinha mandado. Interrogados sobre esse procedimento referiram que era o procedimento normal, uma vez que os chefes locais lhes tinham dito que esse era o procedimento normal. &lt;br /&gt;2) Cerca de 10.000 revelaram que votaram em si porque costumam votar no tipo que vai vencer. Interrogados sobre a razão de tal costume, disseram que a fundamentam num dado extremamente relevante: nunca perder umas eleições. Estes militantes já tinham votado Narciso, Soares, Cavaco, Guterres, Barroso e Sócrates, sendo que dois deles tinham votado Santana Lopes. Quando lhes perguntaram como conseguiram votar nos líderes do PSD, metade disse que costumava mudar de partido logo que percebia que o partido onde estava ia perder as eleições e, a outra metade – a facção mais conservadora – revelou que é militante dos dois partidos ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;3) Cerca de 2.238 disseram ter votado no PS, uma vez que a sua ideia fundamental era que tudo ficasse na mesma. Cem deles confessaram ter votado por engano, pensando tratar-se das eleições do Leixões e da reeleição do senhor Carlos Oliveira.&lt;br /&gt;4) Um militante deve ter votado mais ou menos convictamente em si. &lt;br /&gt;Provavelmente o senhor, ou seja o próprio.&lt;br /&gt;E aqui tem o estudo, em primeira mão, do seu eleitorado. &lt;br /&gt;Aceite um aperto de mão, devidamente higienizado e desinfectado, por causa da gripe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-371184145607417373?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/371184145607417373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-guilherme-pinto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/371184145607417373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/371184145607417373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-guilherme-pinto.html' title='Carta aberta a Guilherme Pinto'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-5273688081182527786</id><published>2009-11-03T12:03:00.000Z</published><updated>2009-11-03T12:05:00.218Z</updated><title type='text'>Carta aberta a Narciso</title><content type='html'>Tenho andado a pensar nos propósitos de alguns dirigentes regionais do PS - o partido que, sem ti jamais teria sido o que é – e começo a ficar preocupado.&lt;br /&gt;Vim até aqui ao Minho profundo, que como sabes fica perto de Viana, e resolvi reflectir sobre a coisa. Ou seja, pensar profundamente no modelo judicial socialista, o qual, parece-me, não difere muito do modelo judicial português.&lt;br /&gt;O modelo judicial português (o socialista parece-me igual) diferencia-se dos restantes – e tu sabe-lo bem! – pela originalidade no que toca aos alvos de penas e condenações. &lt;br /&gt;Por exemplo (e esta devo-a a um bom amigo que estudou bem o caso, a partir da posição privilegiada no Governo): se um banqueiro delapida os fundos do banco, prejudicando os accionistas, na maioria dos modelos judiciais, vai preso. Pois em Portugal, terra de brandos costumes e de ainda mais brandos julgamentos, vai preso o gerente da agência bancária, que a seu pedido abriu conta num «off-shore»!&lt;br /&gt;Outro exemplo: se um ministro despacha (e despacha-se) que se farta, pode em qualquer modelo judicial comum ser chamado a contas no Parlamento, em sede de Comissão de Inquérito, ou mesmo na Procuradoria. No nosso modelo não se incomoda o ministro; parte-se do princípio que a culpa – a haver, coisa que raramente acontece - é do contínuo que deixou acumular os despachos e do chefe de Gabinete que já faleceu, ou, já emigrou.&lt;br /&gt;Esta é a lógica justiceira dos dirigentes que agora querem julgar-te.&lt;br /&gt;Toda a gente sabe que não podes comparar-te a eles. És um homem de carácter, de princípios, de causas e de valores. Um socialista a sério! &lt;br /&gt;Poderão, os que agora se arvoram em teus juízes, proclamar o mesmo? &lt;br /&gt;Comparado com o teu, que passado têm eles, para que os acreditemos no presente, e lhes confiemos o futuro? &lt;br /&gt;Toda agente sabe que a tua corrida por fora do PS se ficou a dever à firme determinação de recolocares Matosinhos na calha do progresso e desenvolvimento. Corrigir a rota, ou retomar o rumo, como tantas vezes o disseste. Porque foram eles que se desviaram, e não tu!&lt;br /&gt;Tiveste a lucidez de denunciar, a tempo, o desgoverno municipal.&lt;br /&gt;Tiveste a coragem de enfrentar uma máquina partidária que, desta vez, nos venceu. &lt;br /&gt;Contigo estão muitos dos que nas autárquicas votaram PS. &lt;br /&gt;Sobre este “engano” eleitoral, ainda um dia hei-de dedicar-te um livro!...&lt;br /&gt;Lembra-te das palavras oportunas e certeiras do Presidente da República na tomada de posse do novo Governo, e que podes muito bem interiorizar: &lt;br /&gt;“Se os cargos públicos são efémeros”… “o carácter dos homens é duradouro…”, pelo que “não são os cargos que definem a nossa personalidade, mas aquilo que somos em tudo aquilo que fazemos…”.&lt;br /&gt;E se pensas que, depois de tanto esforço, o reconhecimento não existiu, pensa na resposta daquela criança à ministra Lurdes Rodrigues, depois das obras e dos “Magalhães” (Público 15/10/2009):&lt;br /&gt;“E o que é que gostas mais nesta escola nova?” – perguntou a ministra.&lt;br /&gt;“Da professora”- respondeu o rapaz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-5273688081182527786?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/5273688081182527786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-narciso.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5273688081182527786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5273688081182527786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-narciso.html' title='Carta aberta a Narciso'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-506251819976281328</id><published>2009-11-02T17:33:00.000Z</published><updated>2009-11-02T17:34:25.427Z</updated><title type='text'>O Benfica é outra coisa! Estes são os números da SAD</title><content type='html'>É oficial!&lt;br /&gt;35 milhões de euros de prejuízo (“resultados negativos”, segundo alguma imprensa…).&lt;br /&gt;12 milhões negativos em “capitais próprios”.&lt;br /&gt;Passou de 125 milhões, para 173 milhões o passivo (aumento de 53 milhões de euros)!&lt;br /&gt;Os números são outros, evidentemente. Mas, o tipo de gestão do Benfica, não desalinha do do Governo. Podia dizer-se: Vieira e Sócrates, a mesma luta!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avaliar pela gestão do País, Sócrates não faria melhor no Benfica!&lt;br /&gt;A avaliar pela gestão do Benfica, Vieira não faria melhor no País!&lt;br /&gt;A política de Vieira levou o Benfica ao maior endividamento de todos os tempos; a política de Sócrates levou Portugal ao maior endividamento público de sempre!&lt;br /&gt;A política de Vieira levou o Benfica aos piores resultados de todos os tempos; a política de Sócrates leva Portugal ao maior défice dos últimos anos!&lt;br /&gt;A política de Vieira levou o Benfica a perder um número infindo de campeonatos e títulos; a política de Sócrates levou Portugal a perder 100.000 empregos; política de Vieira leva o Benfica à falência plena; a política de Sócrates coloca Portugal na quase falência!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-506251819976281328?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/506251819976281328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/o-benfica-e-outra-coisa-estes-sao-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/506251819976281328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/506251819976281328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/11/o-benfica-e-outra-coisa-estes-sao-os.html' title='O Benfica é outra coisa! Estes são os números da SAD'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-1717252548328360797</id><published>2009-10-27T17:44:00.000Z</published><updated>2009-10-27T17:45:49.328Z</updated><title type='text'>O PS e os cartões vermelhos</title><content type='html'>Expulsar os “independentes”, aqueles que, nas autárquicas se opuseram à orientação do partido, é uma medida que – razões legais à parte – jamais obterá consenso. &lt;br /&gt;Não estou habilitado a defender ou a contestar a decisão que, sob o ponto de vista de interesse partidário, venha a prevalecer. &lt;br /&gt;Do ponto de vista do interesse político nacional, a expulsão de um dos mais firmes pilares do partido e da democracia – como Narciso Miranda o é - constituiriam tremendo erro.&lt;br /&gt;Nesta matéria – e matéria legal à parte, repito - ninguém pode arrogar-se detentor da verdade absoluta.&lt;br /&gt;Pode esgrimir-se argumentos mais ou menos convincentes, capazes de assegurar o triunfo de uma opinião, e só de uma opinião. Defender-se o verosímil ou o provável. Ter-se uma opinião mais ou menos provável. &lt;br /&gt;Não há, a este respeito, uma verdade unívoca, indispensável, segura.&lt;br /&gt;O PS não é um partido ideológico. &lt;br /&gt;Serve-se da ideologia como suporte de propaganda, ciente de que ser ou declarar-se de esquerda é, por estes dias em Portugal, um produto de aceitação garantida para uma faixa relevante do “mercado”.&lt;br /&gt;Certo é que os ajustes de contas no seio do PS não surpreendem ninguém. &lt;br /&gt;Os envolvidos pressentiam-nos. Os de fora adivinhavam-nos. &lt;br /&gt;Pragmatismo, e é tudo.&lt;br /&gt;Se houvesse dúvidas – e não havia – a última proposta que Sócrates dirigiu a todos os partidos parlamentares para deixarem de ser oposição e passarem a ser governo, ou, pelo menos para fazerem parte da maioria dissipava-as.&lt;br /&gt;O que importa a Sócrates, de momento, é uma maioria tranquilizadora que lhe permita levar o governo até ao fim da legislatura. Por isso é que, tanto faria uma coligação do PS com o BE, do PS com o PCP, do PS com o PSD ou do PSD com o CDS! &lt;br /&gt;Este tipo de postura não é novo. Já Soares, noutros tempos governou em coligação com o CDS de cujos dirigentes tinha dito o que Maomé nunca dissera do toucinho!&lt;br /&gt;O PS é essencialmente um partido pragmatista, e Sócrates brilha no PS porque é um excepcional intérprete dessa atitude política. Só faz sentido o que é útil para si ou para os seus interesses. Visa, em cada decisão tomada efeitos práticos, sejam eles imediatos ou a prazo!&lt;br /&gt;Não concretizou nenhuma expulsão antes das autárquicas, porque pressentia efeitos negativos da decisão. &lt;br /&gt;Verdade é que Sócrates ganhou nas legislativas e, não perdeu nas autárquicas. &lt;br /&gt;Com outra atitude, com outra postura, com outra estratégia tê-las-ia ganho ou não. &lt;br /&gt;Por isso, sentença definitiva, quem a proferiu, não convenceu – persuadiu!&lt;br /&gt;Não demonstrou – argumentou!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-1717252548328360797?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/1717252548328360797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/o-ps-e-os-cartoes-vermelhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1717252548328360797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1717252548328360797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/o-ps-e-os-cartoes-vermelhos.html' title='O PS e os cartões vermelhos'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-5924114555336886081</id><published>2009-10-23T12:01:00.001+01:00</published><updated>2009-10-23T12:03:48.757+01:00</updated><title type='text'>Tachos! Reflexões típicas de quem nunca abichou nenhum</title><content type='html'>Dantes, nos primórdios da revolução, quando a nossa capacidade de indignação tinha mais músculos e menos celulite, só o ouvir falar em “Tachos” nos punha em posição de combate. Éramos radicais, não transigíamos com nada. &lt;br /&gt;Mas, hoje…&lt;br /&gt;À medida que vamos envelhecendo e sofrendo a erosão do tempo, os mais belos ideais vão criando cabelos brancos e acompanhando a nossa decadência física.&lt;br /&gt;Dir-se-ia que estamos anestesiados, e a anestesia impede-nos de reagir à indignidade. Adapta-nos!&lt;br /&gt;Em vez de dizermos "Não aos Tachos”, contemporizamos e arranjamos fórmulas de compromisso, como por exemplo: &lt;br /&gt;«Se tem de haver tachos, que ao menos eles sejam distribuídos por pessoas decentes; por nós, por exemplo”.&lt;br /&gt;Como vivemos num estado de direito, a lei, as obrigações, as oportunidades e as regalias devem ser iguais para todos. E, portanto, os tachos também.&lt;br /&gt;Mas acontece que, na prática, não existem dez milhões de tachos para os dez milhões que somos. Logo, há quem tenha de ficar sem tacho!&lt;br /&gt;Por outro lado existem alguns tachos para distribuir (na grave crise em que nos encontramos deitá-los fora seria um crime). Portanto, há quem tenha de ficar com tacho!...&lt;br /&gt;Terrível dilema para quem tem de dizer sim a este e não àquele.&lt;br /&gt;Dou o tacho a este?... Dou o tacho àquele?... Dou dois tachos a este?... Dou três tachos àquele? &lt;br /&gt;Livre-me Deus de ter algum dia o poder de poder distribuir tachos a torto e a direito, pois palpita-me que nunca mais voltava a dormir descansado. Por muito honesto e isento que quisesse ser falharia. Além de que os critérios que adoptasse, embora fundados em razões de justiça, não coincidiriam necessariamente com os critérios alheios. Sobretudo se esses alheios fossem adversários políticos tão isentos e honestos como nós.&lt;br /&gt;De resto, existe ainda uma verdade que só pioraria as coisas: os tachos são como os hotéis, e há-os de “uma estrela” até “cinco estrelas”.&lt;br /&gt;E, cada um dos tachados acharia que tinha mais direito a um bom tacho do que o outro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-5924114555336886081?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/5924114555336886081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/tachos-reflexoes-tipicas-de-quem-nunca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5924114555336886081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5924114555336886081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/tachos-reflexoes-tipicas-de-quem-nunca.html' title='Tachos! Reflexões típicas de quem nunca abichou nenhum'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-8988786893970783359</id><published>2009-10-19T10:41:00.000+01:00</published><updated>2009-10-19T11:14:11.839+01:00</updated><title type='text'>Lutou como sempre. Perdeu como nunca!</title><content type='html'>Uma derrota custa sempre a digerir. Desta verdade foi-nos dado, esta semana, um sinal certo através dum “comunicado” subscrito pelo “Grupo de Cidadãos eleitos da Candidatura Narciso Miranda Matosinhos Sempre” e dum “texto” assinado por quem, alegadamente, deve exercer “o direito de resposta”. &lt;br /&gt;O primeiro, publicado na Imprensa, tem o sugestivo título «Haja decoro».&lt;br /&gt;O segundo, recebido por e-mail, é mais objectivo: «Face às declarações do Guilherme Pinto no Público de hoje:». &lt;br /&gt;O conteúdo, excepção feita aos primeiros parágrafos, é o mesmo. &lt;br /&gt;Num português macarrónico, pretende-se “responder às afirmações difamatórias e injuriosas que o presidente da autarquia de Matosinhos dirige aos vereadores da oposição…” &lt;br /&gt;Mas, o que disse o “malvado”? &lt;br /&gt;Que não o preocupa “rigorosamente nada não ter a maioria absoluta no executivo camarário”. E acrescenta, a propósito, mais umas observações banais e inofensivas. Basta ler a notícia completa do Público (dia 14) para que se perceba a inconsequência das afirmações proferidas. &lt;br /&gt;Mas, desde quando é que há injúria e difamação numa simples manifestação de indiferença, que, o mais que pode significar é a rejeição dos “eleitos”?&lt;br /&gt;Pior ainda é a qualidade da escrita! A quem aproveita tamanha demonstração de incapacidade de interpretação e de redacção? &lt;br /&gt;Exemplos? Aqui vai um: «…penso que seria mais forte (o texto) se fosse subscrito por todos os eleitos…». E, já agora, vejam lá se percebem o que é «a projecção de antecipar a governação do concelho em minoria»? &lt;br /&gt;Faz lembrar aquele aviso paroquial colado à porta da igreja, que reza assim: &lt;br /&gt;“O mês de Novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia”! Mais? Cá vai: &lt;br /&gt;«…uma oposição séria, dedicada e trabalhadora que o futuro de Matosinhos augura». Essa de levar o futuro a augurar, não lembrava ao diabo! Outra: «…desenvolvimento da cidade a que chamamos Matosinhos». Aqui é que não há dúvida: é mesmo Matosinhos! &lt;br /&gt;Agora a sério. Começam a encontrar-se explicações para o colapso eleitoral que vivemos. Afinal – lê-se neles – há uma equipa criada para levar a cabo acções que «não dependem exclusivamente de Narciso Miranda, como Guilherme Pinto afirma». Uma equipa que tem por finalidade “…não criar barreiras ao progresso construindo Matosinhos»! &lt;br /&gt;Pudera! Também era melhor que fosse para criar barreiras ao progresso...&lt;br /&gt;Uma equipa, «…cuja independência e liberdade de expressão leva já na voz (não seria melhor levar na cabeça?) o apoio de mais de 30% do eleitorado Matosinhense». A conclusão é óbvia.&lt;br /&gt;Narciso só à sua conta, contaria com mais de 50% do eleitorado. &lt;br /&gt;Já o provou no passado. E merecia-o no presente. Pelo futuro. &lt;br /&gt;Com a tal “equipa criada”, cujas potencialidades, esta amostra antecipa (e ainda com outras “equipas fantásticas” que o tal texto omite) obteve 30%!&lt;br /&gt;Que vieram acrescentar à nossa causa tais equipas? É só fazer as contas!&lt;br /&gt;Uns 20% de votos a menos. Pelo menos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-8988786893970783359?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/8988786893970783359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/lutou-como-sempre-perdeu-como-nunca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8988786893970783359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8988786893970783359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/lutou-como-sempre-perdeu-como-nunca.html' title='Lutou como sempre. Perdeu como nunca!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-4661257355051826863</id><published>2009-10-13T19:25:00.001+01:00</published><updated>2009-10-13T19:27:57.945+01:00</updated><title type='text'>Autocrítica</title><content type='html'>Desde que nasceu, este Blog tem o seu autor identificado. Apesar disso várias têm sido as mensagens recebidas na caixa de correio, desafiando-me a revelar quem sou, de onde venho e para onde quero ir.&lt;br /&gt;Mensagens que obviamente não publico. Por não interessarem nem ao Menino Jesus tais revelações. &lt;br /&gt;Contudo, de quando em vez, aventuro-me a uma autocrítica. É uma atitude que classifico de digna. Tomo-a periodicamente, embora, infelizmente, tal atitude não concorra para melhorar o meu padrão moral. Os vícios estão demasiado entranhados. É-me difícil mudar. Constato que, no respeitante a pecados, sou conservador. Mantenho-os. De qualquer modo, a autocrítica alivia, fica mais barato do que ir ao psicanalista e é menos sórdido do que ajoelhar aos pés de um padre.&lt;br /&gt;Sou preguiçoso e indisciplinado por natureza. Embora apregoe as virtudes do labor e da ordem, chego ao ponto de nem hoje fazer o que já devia ter feito ontem. Nada tenho de desinteressado, como às vezes procuro aparentar e gostaria de ser. &lt;br /&gt;Infelizmente, não resisto à sedução do dinheiro e apenas consigo desprezar as pequenas quantias. Digamos, os trocos. Depois de ler Karl Marx, percebi que tenho muito mais amor ao capital que ao trabalho. Não desdenho as honrarias, ao contrário do que reflectem as minhas crónicas, em que as menosprezo e ridicularizo. As honrarias, claro.&lt;br /&gt;Se não pertenço ao Conselho de Estado, à Opus Dei, Ordem dos Templários, ao Governo ou ao Parlamento, ou mesmo se não sou director de uma estação de televisão, não são as minhas convicções que o impedem - eles é que não me querem lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro defeito que admito é ser céptico e disfarçado: não só não acredito numa palavra do que dizem os tipos mais inteligentes do que eu, como lhes chamo burros e tento desacreditá-los para ficar satisfeito comigo mesmo. Não é bom ser assim, de acordo, mas não tenho emenda: por mais que aposte e enalteça projectos vanguardistas e me vanglorie de ser criativo, ousado e inovador, nunca passarei de um mísero social burocrata.&lt;br /&gt;Também lamento ser injusto e mal agradecido com numerosas instituições, como a televisão por exemplo. Farto-me de dizer mal dela, sob os pretextos mais fúteis, esquecendo o muito que lhe devemos: graças aos seus programas, muitas pessoas adormecem todas as noites sem recorrer a sedativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pior, pior, é ter a língua solta (ou comprida) quando, no fundo, aprecio e valorizo as pessoas discretas e ponderadas no falar. Sofro claramente de incontinência verbal (e escrita), veja-se o meu azar! Insisto em insinuações e, pior que isso, não passo sem escrever coisas perfeitamente inúteis. Como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, porém, nestas coisas do dizer e escrever, uma qualidade que, modéstia à parte, devo reconhecer e contabilizar a meu favor: quando não tenho nada para dizer, digo-o. Sempre. Como agora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-4661257355051826863?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/4661257355051826863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/autocritica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4661257355051826863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4661257355051826863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/autocritica.html' title='Autocrítica'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-4095560552122414883</id><published>2009-10-12T12:21:00.000+01:00</published><updated>2009-10-12T12:22:35.423+01:00</updated><title type='text'>Coração ao largo</title><content type='html'>Aconteceu no ano nove, do mês dez, ao dia onze. Quase doze pontos percentuais de diferença. É muito ponto junto! &lt;br /&gt;Foi a pique, no Mar de Matosinhos a nau que carregava a candidatura da esperança matosinhense. Ninguém se salvou! &lt;br /&gt;Tripulação e passageiros sucumbiram ao naufrágio que algumas nuvens traduzidas nas últimas sondagens conhecidas prenunciavam. E, nem foi uma grande tormenta que a tragou. Não foi um golpe de mar, nem um navio pirata, nem um rebocador que lhe surgisse por trás duma esquina. &lt;br /&gt;Também não foi um acontecimento inesperado, não foi nenhum facto, nenhum acto, nenhuma acção, concreta e definida, a ditar o colapso. &lt;br /&gt;Terá sido antes, o corolário lógico, duma silenciosa política de afastamento de cidadãos sérios e responsáveis, dum persistente lume brando que os foi aquecendo primeiro, assando a seguir e (quase) queimando depois.&lt;br /&gt;Todas as portas se fecharam a um projecto em que muitos de nós acreditamos. &lt;br /&gt;Algo de muito mal correu para que o povo tenha virado as costas a um projecto que visava para Matosinhos a recuperação do rumo de progresso, credibilidade e desenvolvimento perdidos durante os últimos quatro anos.&lt;br /&gt;Algo de muito mal correu para que os matosinhenses, informados do descalabro das contas municipais, lhes tenham, mesmo assim, com o seu voto, dado a indesejada continuidade.  &lt;br /&gt;Algo de muito mal correu, para que avisadas das intenções de prosseguimento duma política manifestamente desalinhada dos interesses da comunidade, as pessoas tenham decidido avalizar esse “projecto”.&lt;br /&gt;Algo de muito mal correu, para que nem na mais remota freguesia tenhamos ganho!&lt;br /&gt;E o discurso de capitulação de Narciso a sugerir a manutenção da rota, sem quebras, nem desvios, tolerado à luz da emoção, não pode ser entendido à luz da razão.&lt;br /&gt;Porque, essa atitude, essa postura, essa avaliação configura, na prática, a ideia de que foi o povo o responsável por derrota eleitoral de tal magnitude.&lt;br /&gt;E, todavia o povo deu mostras claras de estar com Narciso. De o apoiar. De o desejar.&lt;br /&gt;Quem acompanhou as acções de rua, quem sentiu a extraordinária adesão popular, quem ouviu cidadãos das mais variadas classes sociais e escalões etários, não pode esconder surpresa e inquietação, incredulidade e frustração, amargura e desolação.&lt;br /&gt;E estes sentimentos não se apagam com a promessa de que “vamos prosseguir”.&lt;br /&gt;Ou antes, prosseguir sim, mas com que rumo? Com aquele, cujos efeitos agora conhecemos?&lt;br /&gt;Fala-nos de experiência política, de experiência de gestão e disto ninguém divida. Um senão, porém.&lt;br /&gt;É que, a experiência – é dos livros - ensina-nos a cometer novos erros em vez de repetirmos os antigos. E, nesta altura uma análise fria, ponderada, serena e honesta talvez demonstre isso mesmo: foram repetidos erros antigos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-4095560552122414883?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/4095560552122414883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/coracao-ao-largo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4095560552122414883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4095560552122414883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/coracao-ao-largo.html' title='Coração ao largo'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-8646246124262827672</id><published>2009-10-07T22:54:00.001+01:00</published><updated>2009-10-07T22:56:44.937+01:00</updated><title type='text'>A Lavagem</title><content type='html'>Estou disposta a perder a gamela de Bruxelas…» disse, há alguns dias, Elisa Ferreira. &lt;br /&gt;O que terá levado esta euro-deputada e candidata virtual à Câmara do Porto a utilizar semelhante metáfora? Ter-se-á lembrado do “Triunfo dos Porcos” de George Orwell?&lt;br /&gt;Quereria estabelecer alguma ligação entre política e lavagem?&lt;br /&gt;Atenção que a lavagem que aqui sirvo (salvo seja) é aquele alimento composto de couves e restos de vegetais cozidos na panela grande dos porcos.&lt;br /&gt;Quando lhes cheira a lavagem, de cabeça baixa, os porcos precipitam-se para a gamela. Sem queda para trabalhar, passam o tempo a fossar o chão e comem de cabeça submissa os restos que lá lhes caem. &lt;br /&gt;Imagem perfeita de alguns, de que alguns procuram fazer políticos? &lt;br /&gt;Mas, isto não será procurar pôr alfaces a dar faísca?&lt;br /&gt;Por mim, prefiro as vacas: comem de cabeça levantada com a manjedoura colocada na parede a meia altura. Além disso fornecem leite e são mouras de trabalho nos campos.&lt;br /&gt;E (lá está…) andam de cabeça erguida até na refeição!&lt;br /&gt;«…perder a gamela…»?&lt;br /&gt;Onde se viu, alguma vez, um porco a deixar a gamela, fosse ela de madeira ou de pedra?&lt;br /&gt;Se puder ainda ataca, mas é a gamela ao lado!&lt;br /&gt;Como diz o João da Ilha, a propósito dos últimos resultados eleitorais:&lt;br /&gt; «O país endoidou»!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-8646246124262827672?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/8646246124262827672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/lavagem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8646246124262827672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8646246124262827672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/lavagem.html' title='A Lavagem'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-1509158500869761590</id><published>2009-10-04T23:38:00.000+01:00</published><updated>2009-10-04T23:40:21.136+01:00</updated><title type='text'>“Antes da glória”, o livro que morreu na praia</title><content type='html'>Enquanto os rapazes do seu tempo se estreavam no bosque de Santa Luzia com a  Picolina - mulher de muitas relações, descontos para estudantes e militares - Narciso pescava noutras águas. O episódio anterior dava conta  duma namoradinha, a Celeste (nome fictício). Mas, como a terá conhecido? Podia muito bem ter sido da forma que se acha escrita no livro. Assim:&lt;br /&gt;«…Celeste na sua cadeira, rainhas as outras, rindo e dançando. Só de longe em longe, e porque sobravam os homens, lá vinha um, Celeste num alvoroço, ele frio e desgostado como quem compra os últimos carapaus da canastra onde já todos escolheram. Celeste encostando-se, desejosa de compensar, de pagar com prazeres a graça de um tango, de incitar a novos convites, Celeste magra e desengraçada, mas terna, a dar-se, eles ausentes, dançando, dançando só, com a orquestra, não com ela, Celeste apenas bengala de caminheiros do baile. Naquela noite apareceu o Narciso. Nunca o tinham visto ali, seria de outra terra, talvez, Vila Fria, Neves ou Barroselas, estatura meã, olhos castanhos, calças de ganga, camisa clara. «Quem é? Quem é?», perguntavam-se umas às outras, excitadas pela presença da cara nova, para mais bonita, ajeitavam os cabelos, faziam poses, as mais atrevidas sorriam-lhe de longe e mostravam as bolas dos joelhos. A expectativa cresceu quando a orquestra – Rio Lima Dancing, Janita ao piano, Teodósio contrabaixo, Camilo no saxofone, Zé António e seu acordeão, Luciano vocalista acumulando os ferrinhos – lançou para a pista os primeiros acordes da Valsa do Imperador. As moças, expostas em duas filas de cadeiras à volta da sala, ficaram aguardando o que lhes caberia em sorte, mas iam-se-lhes os olhos e a curiosidade na figura do desconhecido, marinheiro de primeira viagem à Sociedade Musical e Recreativa Darquense, cinco escudos de cota, os bailes mais animados da região. Acanhado não era ele. Ainda Camilo não gastara o primeiro fôlego no saxofone ei-lo que avança pela sala nua, tudo suspenso do seu passo ágil, até os rapazes parados, a dar a vez, Narciso caminhando, de uma ponta à outra, até dobrar-se em frente de Celeste, e perguntar humilde, quase em súplica: «Quer dançar comigo?». - «Eu» - Celeste não esperava uma daquelas, era a coisa mais bonita que alguma vez lhe acontecera, as outras morrendo de inveja, levantou-se e volteou nos braços daquele estrangeiro, príncipe encantado que vinha redimi-la de mil humilhações. Rodopiavam sós no centro do mundo, durante minutos, ou seriam horas, tempo de maravilha, todos a olhar, suspensos, esquecidos da dança, duas filas de Celestes em banhos de cadeira, Celeste rainha, a mais bela de todas, a única, a eleita. «Como te chamas?» - «Eu, Celeste, E tu?» - «Narciso.» Palavras ciciadas nas voltas da valsa, agora era um bolero, o braço de Narciso firmou-se mais na cintura delgada, apertou-a contra si, nem era preciso, Celeste já lá ia, feliz. Quando a orquestra se calou, Narciso foi levá-la ao seu lugar, disse «muito obrigado» e sumiu. As outras olhavam Celeste surpresas e enciumadas, ela segurando um botão do vestido, fazendo-se ocupada para esconder felicidade tão grande. Voltaria? Não, por certo não, agora iria dançar com outras. Aí estava a orquestra de novo, na alegria irónica de um paso-doble, Celeste entristecendo, Narciso a chegar à sala, quem seria agora, talvez a Isabel, de todas a mais bela, representante da Sociedade num concurso de misses. Isabel também à espera, orgulho ferido. Narciso levantou os olhos e sorriu, sorriu para Celeste, ai Nossa Senhora, rezou ela, Narciso perguntava-lhe, de longe, rodopiando um dedo apontando para o chão, se queria dançar…».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-1509158500869761590?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/1509158500869761590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/antes-da-gloria-o-livro-que-morreu-na.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1509158500869761590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1509158500869761590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/antes-da-gloria-o-livro-que-morreu-na.html' title='“Antes da glória”, o livro que morreu na praia'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-2315283718748007455</id><published>2009-10-04T12:25:00.001+01:00</published><updated>2009-10-04T12:27:20.694+01:00</updated><title type='text'>Virus SLB1. Já conhece?</title><content type='html'>Como se sabe vivemos desde há algum tempo sob a ameaça de um dos mais perigosos e contagiosos vírus de que há memória. &lt;br /&gt;Falo naturalmente do SLB1, popularmente conhecido como Gripe das Águias.&lt;br /&gt;O pânico começa a apoderar-se da população e impõe-se um esclarecimento sério e uma informação oportuna, visando a propagação da maleita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas mais frequentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é o novo vírus da Gripe das Águias (SLB1)?&lt;br /&gt;- É um vírus altamente contagioso que ataca sobretudo a população benfiquista, principal grupo de risco. As vítimas têm normalmente a memória muito curta e uma assustadora incapacidade de distinguir a ficção da realidade seja ela escrita, relatada ou comentada pelos agentes informativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quais os sintomas da doença?&lt;br /&gt;- O SLB1 causa nos infectados picos de febre altíssima, levando-os ao&lt;br /&gt;delírio e a acreditar piamente que o Benfica será campeão, que ganhará&lt;br /&gt;a Champions, mesmo sem nela vierem a participar… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como se infectam as pessoas com o novo vírus da Gripe das Águias (SLB1)?&lt;br /&gt;- Ouvindo mais que dois minutos sócios e simpatizantes do SLB, lendo jornais desportivos, sintonizando a SIC, TVI ou SportTV. Ser assinante da Benfica TV é assinar (lá está...) a sua própria certidão de óbito. Ler as crónicas do João Gobern pode mesmo ser fatal. Estes são comportamentos de risco que devem ser evitados a todo o custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual é o período de incubação da doença?&lt;br /&gt;- O período de incubação da Gripe das Águias, ou seja, o tempo que&lt;br /&gt;decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento&lt;br /&gt;dos primeiros sintomas, é equivalente ao tempo que o Carlos Martins&lt;br /&gt;demora a lesionar-se num jogo: 5 a 9 minutos, não mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto tempo dura a infecção pelo SLB1?&lt;br /&gt;- Estudos realizados em temporadas recentes demonstram que este vírus&lt;br /&gt;começa a manifestar-se em meados de Junho. A sintomatologia dura&lt;br /&gt;geralmente até à 6ª jornada, ou vá lá  até à 10ª na pior das hipóteses. Nessa altura&lt;br /&gt;ocorre a chamada Depressão das Águias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A doença pode ser tratada?&lt;br /&gt;- Sim, pode. Geralmente uma derrota em casa com um Olhanense ou Metallist (?) ou uma cabazada fora com um Olympiakos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que devo fazer entretanto?&lt;br /&gt;- Evite o contacto próximo com pessoas doentes, mantenha-se afastado de qualquer jornal desportivo, mantenha a calma e aguarde tranquilamente pelo mês de Novembro, altura em que se prevê a completa extinção do vírus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-2315283718748007455?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/2315283718748007455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/virus-slb1-ja-conhece.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2315283718748007455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2315283718748007455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/virus-slb1-ja-conhece.html' title='Virus SLB1. Já conhece?'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-4410595866783739409</id><published>2009-10-03T18:06:00.001+01:00</published><updated>2009-10-03T18:07:48.097+01:00</updated><title type='text'>A Mãozinha e o Coração</title><content type='html'>Os símbolos são até bem diferentes. Não se confundem.&lt;br /&gt;A mãozinha (o partido da rosa) e, o coração (o partido de Matosinhos) são - de acordo com sondagens credíveis - os mais sérios candidatos à vitória nas eleições para os órgãos autárquicos de Matosinhos.&lt;br /&gt;E, a diferença dos símbolos não é apenas gráfica.&lt;br /&gt;Um, representa um partido cujos líderes afastaram do seu seio o candidato que povo recuperou: uns matosinhenses, pela amostra, iriam – se preciso fosse - buscar Narciso ao inferno. &lt;br /&gt;O outro, representa a vontade duma população que anseia por ver instalada nos órgãos locais gente em quem possa confiar: outros matosinhenses, pela amostra levariam ao inferno – mesmo que preciso não fosse – os que não têm sabido exercer o mandato com a indispensável seriedade, e metê-los-iam, a pique, num caldeirão de azeite a ferver, fornecido (ou não) pelos supermercados da SONAE! &lt;br /&gt;O apoio, a aceitação colectiva de Narciso é inquestionável; mas, Narciso, não é infalível.&lt;br /&gt;O apoio, a aceitação colectiva das diversas equipas que Narciso escolheu – em alguns casos - é questionável. &lt;br /&gt;Está visto: Narciso é humanamente falível!&lt;br /&gt;Está visto, também: Narciso é, de longe, o presidente que o povo quer! &lt;br /&gt;O grande adversário é a questão do símbolo: é que a longa - e frutuosa - colagem de Narciso ao PS deixou marcas que só o tempo virá a dissipá-las.&lt;br /&gt;O risco de haver quem vote “mãozinha” convencido de que vota Narciso, poderá muito bem vir a estabelecer a diferença entre um resultado estrondoso (como, da outra, “eles” diziam) e um resultado vitorioso (como, desta, nós dizemos)!&lt;br /&gt;Dito doutra forma: a desatenção, no momento da verdade (o do voto) pode ditar a diferença entre uma vitória tangencial e uma vitória folgada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-4410595866783739409?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/4410595866783739409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/maozinha-e-o-coracao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4410595866783739409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4410595866783739409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/10/maozinha-e-o-coracao.html' title='A Mãozinha e o Coração'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-202735869985821918</id><published>2009-09-29T19:19:00.002+01:00</published><updated>2009-09-29T19:22:01.871+01:00</updated><title type='text'>Narciso antes da glória</title><content type='html'>Chama-se "Antes da glória”. É um livro que fala de Narciso, da sua infância e juventude. Não invento tudo! Os episódios narrados têm um fundo de verdade. Limito-me a criar-lhes um enquadramento. Semelhanças com a realidade – se as houver - que sejam perdoadas. A ficção, às vezes, parece cópia daquilo que podia ser. Ou é! Como este, em que Narciso, por pouco era pai. Não ganhou para o susto! Anos sessenta. Uma namoradinha, a Celeste (nome fictício), e um long-play dos Beatles comprado a meias. &lt;br /&gt;Transcrevo o primeiro, tal e qual se acha escrito no livro. Não podia, neste dia de paragem da campanha escrever outras coisas?&lt;br /&gt;- Podia; mas não era a mesma coisa!&lt;br /&gt;«…Os Beatles ouvidos em casa dela, ao serão, os pais deitados já, o Paul McCartney e os outros, o Lennon, o Harrison, o Ringo muito fixes, fazendo acompanhamento aos seus beijos e abraços, Celeste de olhos húmidos, abandonada, desfeita – e estava nisto quando Narciso, bem educado disse: «É tarde. Os teus pais hão-de querer dormir, devem achar que são horas de eu ir andando…».&lt;br /&gt;Celeste, muda e quebrada, desligou molemente o gira-discos, pegou-lhe na mão, foram pelo corredor, frente à porta do quarto dos pais Celeste falou – «amanhã é sábado. Telefonas-me? », desceram as escadas até à porta da rua, Celeste abriu-a mas fechou-a com estrondo antes que Narciso saísse.&lt;br /&gt;«Pssst…». Tinha um dedo sobre os lábios e o nariz bicudinho silenciando as perguntas do namorado surpreso. Sentou-se no degrau, dobrada sobre os pés de Narciso, tirou-lhe docemente os sapatos, depois segurou-o pela mão, puxou-o escada acima, ele meio parvo, sem querer ir, mas indo.&lt;br /&gt;De novo o corredor, viagem de volta, Celeste fazendo o barulho dos passos calçados, Narciso no seu silêncio de peúgas e medo. «Pssst…» fez ela mudamente, o que disse alto e bom som foi «até amanhã!», e do fofo recato do seu leito, pai e mãe, à uma, responderam: «Até amanhã, filha!».&lt;br /&gt;Narciso sentiu-se abraçado e empurrado com brandura para dentro de um quarto, era o quarto de Celeste - «mas tu estás doida?!» -, ela enroscando-se, uma voz de mimo, «eu queria estar mais tempo contigo…», Narciso à deriva entre dois desejos, o de ficar e o de partir, foi ficando, sentados ambos sobre a colcha de seda com desenhos de borboletas. «Não te zangues, podem ouvir-nos…». Pendurou-se mais no corpo trémulo de Narciso, tombaram sobre as borboletas da colcha, de súbito Celeste deu um salto e um gritinho «ai que amarroto o vestido!» - e acto contínuo tirou-o. Narciso queria protestar, não protestou, estava de olhos e vida parada no soberbo corpo nu. Deu um passo para a agarrar, Celeste recuou - «despe-te também!» - era uma ordem, obedeceu numa pressa cheia de ansiedades, ficou de cuecas porque tudo na vida tem os seus limites. Grave seria também amarrotar a colcha das borboletas – lembrou ela e a tempo – acabaram por se deitar como deve ser e, já agora por se despir como deve ser. Narciso desejou mais, pudera, mas Celeste disse que não, só quando chegasse o momento próprio, o que tardou um comprido quarto de hora. Moça fogosa e de muita iniciativa, foi decidindo de outros momentos próprios, tomara o comando, punha e dispunha, programava, agora assim, agora assado, e foram seguindo à descoberta, viagem louca, a todo o pano, a volta ao mundo, Celeste ao leme…».&lt;br /&gt;Podia continuar? Podia, mas não há espaço. E, nove meses depois de terem comprado o disco dos Beatles não nasceu nenhuma criança por ali!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-202735869985821918?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/202735869985821918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/narciso-antes-da-gloria.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/202735869985821918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/202735869985821918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/narciso-antes-da-gloria.html' title='Narciso antes da glória'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-5700962687990719691</id><published>2009-09-27T20:18:00.001+01:00</published><updated>2009-09-27T20:21:01.809+01:00</updated><title type='text'>É Narciso que ganha as eleições, ou é o candidato PS que as perde?</title><content type='html'>Creio que foi Churchill quem disse que a oposição jamais vence as eleições – é sempre o  Governo que as perde.&lt;br /&gt;O estadista quando proclamou esta verdade, não estava a pensar nos portugueses…&lt;br /&gt;Mas, se estivesse -  e quisesse sintetizar a actual corrida eleitoral - dificilmente, para Matosinhos, encontraria sentença mais adequada.&lt;br /&gt;Na verdade, Narciso, nem precisaria de empregar-se a fundo para vencer a 11 de Outubro! &lt;br /&gt;São tantas as fragilidade, são tantas  as insuficiências, são tantos os erros de gestão  protagonizados pelo actual executivo que, a sua queda, a sua eliminação, a sua rejeição colectiva, simplesmente decorre. Cai de madura, por assim dizer.&lt;br /&gt;Por outro lado, são tantas as forças, são tantos os argumentos, são tantas as razões invocadas por Narciso para justificar a mudança que, a sua ascensão, a sua vitória, a sua aceitação colectiva, naturalmente emerge! &lt;br /&gt;Narciso ganha, porque os matosinhenses, avaliando o rigor de gestão num, e a falta dele noutro sabe escolher o melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-5700962687990719691?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/5700962687990719691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/e-narciso-que-ganha-as-eleicoes-ou-e-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5700962687990719691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5700962687990719691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/e-narciso-que-ganha-as-eleicoes-ou-e-o.html' title='É Narciso que ganha as eleições, ou é o candidato PS que as perde?'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-1167279555440410814</id><published>2009-09-25T12:09:00.001+01:00</published><updated>2009-09-25T12:11:04.106+01:00</updated><title type='text'>Isto sim é que é romance!</title><content type='html'>Tem de tudo!&lt;br /&gt;Casamento simulado, mosteiro, ameaça, coacção, injúrias, polícias, funcionários municipais, cavalos, cavaleiros e até um padre!&lt;br /&gt;É uma história rocambolesca, ocorrida há dias em Leça do Balio.&lt;br /&gt;Conhecemo-la através do nosso prezado colega “Mar de Matosinhos”. Há romances que ao longo dos tempos têm arrebatado o público, com muito menos personagens e muito menos ingredientes.&lt;br /&gt;O facto de parte das cenas se terem passado dentro do convento, sem que a maioria das pessoas se tenha “apercebido do sucedido” vem reforçar aquela ideia que o povo tem de “quem está no convento é que sabe o lá vai dentro”. &lt;br /&gt;E entram depois nos comentários ao Post (excelente) do blog em questão, doutores a afirmar que o “presidente interviu”, presidentes “ainda” em exercício e secretários (também há disto, meus senhores, na história), que nos falam de Idade Média, IPAR, moções de censura e, claro de fantasmas. &lt;br /&gt;Que fantasmas? Pois claro, Narciso, citado na circunstância como “partido independente”.&lt;br /&gt;É mais um, aquele “ainda” presidente a ver Narcisos em tudo quanto mexe e respira:&lt;br /&gt;Narcisos a subir a Avenida, Narcisos a conduzir autocarros, Narcisos nas estações do Metro, Narcisos nos cafés, Narcisos nas ruas, Narcisos nas repartições de finanças, Narcisos nos supermercados, Narcisos nos centros comerciais, Narcisos em filas junto aos Centros de Saúde todos à espera de serem atendidos pelo doutor Narciso! &lt;br /&gt;Do seu candidato principal à Junta baliense é que não reza a história!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-1167279555440410814?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/1167279555440410814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/isto-sim-e-que-e-romance.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1167279555440410814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1167279555440410814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/isto-sim-e-que-e-romance.html' title='Isto sim é que é romance!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-8810946029587115907</id><published>2009-09-23T21:18:00.000+01:00</published><updated>2009-09-23T21:19:23.145+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-8810946029587115907?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/8810946029587115907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8810946029587115907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8810946029587115907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title=''/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-1028769486028327807</id><published>2009-09-21T18:38:00.001+01:00</published><updated>2009-09-21T18:40:40.926+01:00</updated><title type='text'>Se o telefone não tocar,sou eu!</title><content type='html'>São cada vez mais evidentes os sinais de apoio da população a Narciso Miranda.&lt;br /&gt;Por onde quer que passe, aonde quer que vá, as manifestações de apoio e aceitação sucedem-se. E, para que o apoio expresso surja, nem é necessário que se desloque em campanha eleitoral. Nas ruas, nos cafés, nos jardins, nos restaurantes, como simples e indiferenciado cidadão. Nas feiras, em bairros, em espectáculos públicos, nas cerimónias de inauguração das sedes de candidatura, assumindo a condição de candidato.&lt;br /&gt;Adivinha-se a sua chegada: nas feiras, instala-se a agitação em tendas e arruamentos. Nem é preciso, para o sentir, integrar o numeroso grupo de acompanhantes.&lt;br /&gt;Atente-se no ambiente que se respira fora da caravana. Antes e depois.&lt;br /&gt;Os comentários, as conversas, as “bocas” ouvidas, apontam claramente num sentido: Narciso será o futuro Presidente!&lt;br /&gt;Porquê? - Perguntará o leitor ainda meio indeciso. Afinal o que é que Guilherme não tem? Vou tentar explicar.&lt;br /&gt;Nunca poria em causa – até porque nem o conheço - a seriedade pessoal, as qualidades de carácter, ou as capacidades técnicas do Dr. Guilherme Pinto.&lt;br /&gt;Em causa estão qualidades pertencentes a outro plano: a LIDERANÇA e o CARISMA, qualidades essenciais a um perfil político vitorioso.&lt;br /&gt;Enquanto a LIDERANÇA é inapta, o CARISMA é uma qualidade que, em certa medida, pode ser construída ou ajudada a construir.&lt;br /&gt;No caso de Guilherme, não existe ali uma gota de CARISMA, nem é possível achar-se nele uma centelha de LIDERANÇA. Nunca conquistou a base eleitoral do seu partido. Ignoro se, ao tempo, por falta de alternativa séria e, nesta medida, terá sido eleito para preencher um certo vazio político.&lt;br /&gt;Desde o primeiro dia que se sabe tratar-se de um líder frágil e de transição. Um perfil destes não podia, naturalmente, ser portador de qualquer futuro.&lt;br /&gt;Depois, há questão do exercício do poder: há quem diga que, nas contas da autarquia, não diz a verdade.&lt;br /&gt;Os antigos classificavam a mentira como a mais vil das taras morais.&lt;br /&gt;Depois de enumerarem todas as misérias de um perdido, concluíam, quando cabia: “E até mente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentencia lá isto, ó Aleixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No mundo, bola que gira,&lt;br /&gt;sendo a mentira um defeito,&lt;br /&gt;em nós, dos mais vergonhosos&lt;br /&gt;até parece mentira,&lt;br /&gt;que a mentira tenha feito&lt;br /&gt;ricos, tantos mentirosos”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-1028769486028327807?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/1028769486028327807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/se-o-telefone-nao-tocarsou-eu.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1028769486028327807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1028769486028327807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/se-o-telefone-nao-tocarsou-eu.html' title='Se o telefone não tocar,sou eu!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-4683258238162171127</id><published>2009-09-20T09:35:00.001+01:00</published><updated>2009-09-20T09:35:56.959+01:00</updated><title type='text'>O Porto em Braga</title><content type='html'>Aí está um resultado que não corresponde a 3 pontos conquistados.&lt;br /&gt;Nada que ensombre a brilhante carreira do F.C. Porto esta época em que o “penta” é inevitável, por muitas que sejam as contratações e anseios de alguma inexpressiva concorrência!&lt;br /&gt;Quando chegarmos ao fim da prova – que é quando se fazem as contas – constataremos que, bem poderíamos prescindir mais vezes da vitória, visando a manutenção do interesse competitivo.&lt;br /&gt;Em breve, as goleadas.&lt;br /&gt;A primeira poderá ocorrer já contra o Sporting, no sábado.&lt;br /&gt;A segunda , contra o Atlético de Madrid, na quarta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-4683258238162171127?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/4683258238162171127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/o-porto-em-braga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4683258238162171127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/4683258238162171127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/o-porto-em-braga.html' title='O Porto em Braga'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-2073849396018537925</id><published>2009-09-20T09:24:00.000+01:00</published><updated>2009-09-20T09:25:18.754+01:00</updated><title type='text'>O Mito e a Meta</title><content type='html'>MITO: o Emprego. Que não criam!META: a Eleição dos que prometem o Emprego. E não cumprem!Temos de ser sérios, como dizia – e também não cumpria – Vale e Azevedo!O desemprego combate-se com emprego. Os empregos criam-se com empregadores. Os empregadores criam-se com incentivos. Os incentivos criam-se com expectativas. As expectativas criam-se gerando-se confiança. Há disto por aí? Já tiveram conhecimento de fábricas a instalar, ou de lojas a abrir? Paira no ar a sensação colectiva de indústria a produzir, e de comércio a florescer?Há por aí sinais de crescimento evidente, palpáveis, concretos, firmes, seguros e certos? - Nenhuns!Há por aí sinais de estagnação evidente, palpáveis, concretos, firmes, seguros e certos? - Muitos!Pois, apesar desta evidência, os nossos agentes políticos prometem lutar contra o desemprego. Demagogia pura! O mais que poderiam vir a fazer, se nisso viessem a empenhar-se, seria no plano dos subsídios. Isto é, com as “soluções” que apresentam, no máximo, prolongariam a agonia dos que desesperadamente procuram sobreviver! E, enquanto garantem o combate ao desemprego, anunciam uma panóplia de melhoramentos, em áreas tão diversas como a Administração e Finanças Municipais, Urbanismo e Ordenação do Território, Acessibilidade e Mobilidade; Ambiente, Turismo, Cultura, Educação, Desporto, Ambiente, Juventude, Saúde, Habitação, Solidariedade Social, Segurança e Protecção Civil, tudo a bem do Desenvolvimento Económico e do bem-estar do povo! Santas intenções! Mas, com que dinheiro?E, neste coro desafinado juntam-se agora candidatos a Juntas sortidas, entusiastas e bem intencionados – valha-nos isso - neste cenário de pobreza assegurada, anunciando a construção de Unidades de Saúde, Creches, Escolas e por aí adiante.Santas intenções! Mas, com que dinheiro?Grande parte do investimento necessário teria de ser arrancado ao poder de Lisboa. “Arrancado”, disse bem, assim como quem tira a presa à fera!Neste particular, levamos enorme vantagem ao resto do País.Contamos com um presidente capaz de impor ao Governo de Lisboa as nossas razões. Que sabe esgrimir os nossos argumentos. Que sabe fazer valer os nossos direitos. Que já provou a capacidade reivindicativa que hoje, mais do que nunca, é imperiosa! Que se mostra disponível, para utilizar em benefício colectivo a longa experiência individual. Chama-se Narciso Miranda. Temos de elegê-lo! E vamos consegui-lo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-2073849396018537925?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/2073849396018537925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/o-mito-e-meta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2073849396018537925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2073849396018537925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/o-mito-e-meta.html' title='O Mito e a Meta'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-7202539848335799739</id><published>2009-09-19T19:36:00.001+01:00</published><updated>2009-09-19T19:37:51.922+01:00</updated><title type='text'>A diferença</title><content type='html'>Só não vê quem não quer. Ou seja, o pior cego!&lt;br /&gt;Prosseguem no terreno as campanhas, cujos efeitos, o tempo, mudamente surdo, se encarregará de revelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sábado, dia de feiras foi também dia de visitas.&lt;br /&gt;De manhã, Senhora da Hora; de tarde, Custoias.&lt;br /&gt;A manhã foi de Alexandre Lopes – candidato que teve a coragem de se afastar dum compromisso político que o tolhia.&lt;br /&gt;A tarde foi de Narciso – candidato que teve a capacidade de convencer Lopes a livrar-se do erro em que incorria, se mantivesse a sua meritória acção num enquadramento partidário que o povo sabiamente rejeitará a 27 de Setembro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, na Senhora da Hora, a comitiva de Guilherme, envergonhada e silenciosa, quase confidencial, era ignorada!&lt;br /&gt;À tarde, em Custoias, a comitiva de Narciso, entusiasta e ruidosa era saudada por feirantes, visitantes e compradores! &lt;br /&gt;(De tarde, por Custoias – é justo dizê-lo - passou também um exíguo grupo de apoiantes do candidato “socialista”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah é verdade: andou por lá também o CDS.&lt;br /&gt;Quem diria?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-7202539848335799739?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/7202539848335799739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/diferenca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7202539848335799739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/7202539848335799739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/diferenca.html' title='A diferença'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-2345215852294224623</id><published>2009-09-19T14:32:00.000+01:00</published><updated>2009-09-19T14:33:24.583+01:00</updated><title type='text'>Um texto de José Modesto</title><content type='html'>RED BULL AIR RACE Pela terceira vez consecutiva, as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia organizam um evento único.O Red Bull Air Race. Apesar de pertencerem á mesma família politica, as picardias entre ambos é constante, no entanto os dois Edil(s) juntam esforços e patrocinam esta grande prova também apelidada de formula 1 dos ares: O Red Bull Air Race. Nunca é tarde para afirmarmos: A UNIÃO FAZ A FORÇA.E aconteceu… mais uma vez a prova realiza-se no Porto, em Portugal, na nossa sala de visitas do Porto e de Gaia. Sabemos que apesar de alguns desentendimentos os dois autarcas tentam a todo o custo manter a tradição:O S. João do Porto é motivo de união e assim numa noite em que os Portuenses - Gaienses não dormem surge-nos um magnificofogo de artificio que as duas cidades mostram ao país… É bonito assistirmos a essa  disputa.Os voos picados, a velocidade alucinante, a perícia dos pilotos fazem do Red Bull Air Race um evento único que os Portugueses agradecem. Lamentavelmente eu não estive presente, não consegui fugir a umas tripas á moda do Porto que a minha esposa me proporcionou.Normalmente eu gosto das tripas no Inverno, no entanto estas apareceram de surpresa e eu não resisti… comi demais e bebi bem.Não consegui ir á garagem, pegar no carro, e ir ver a prova. Em frente ao televisor, fui assistindo á disputa das máquinas voadoras, um espectáculo único e digno de ser ver.Chamou-me a atenção ao painel de Jornalistas que cobriam o evento… muito fraco, como é possível enviarem jornalistasda nossa capital cobrir um evento realizado no norte e ainda por cima não disfarçaram as entrevistas ás meninas do reallity show que normalmente residem na nossa capital, e que desta vez procuraram ainda mais mediatismo aqui no Porto!!! Já agora e que falei das Tripas á moda do Porto, sabemos que existe uma confraria, porque será que a organização da mesmatende a entronizar pessoas que nada têm a ver com o Porto ou as suas tradições?O mesmo acontece com a confraria do Vinho do Porto. Apesar de ser um Regionalista convicto, parece-me importante que os órgãos de comunicação social, nomeadamente a nossa televisão, tenha a percepção de realizar reportagens dando exemplos de imparcialidade e procurando sempre agir de acordo com as localizações das provasas suas gentes os seus actores. A certa altura ouvi um jornalista (penso eu) a afirmar: O Piloto A sai descontente com o Porto!!! Como é possível efectuarem comentários desta ordem.  Já o disse várias vezes, o Povo Português, precisa de um abanão, precisamos de profissionais que divulgam o nosso país, as nossas gentes os nossoscostumes, não precisamos de um jornalismo tendencioso que teme em ignorar as suas gentes os seus costumes os seus princípios, e não é com gentemesquinha que se ganham audiências que se vendem revistas cor de rosa, que se prendem pessoas ao ecrã. Bem por hoje termino, estou preocupado é com a futura participação da prova que tudo indica tende a deslocar-se para outrospaíses cujos patrocínios são superiores ao nosso.Acredito que o Bom Senso vai perdurar e que os dois autarcas vão encontrar meios para que a prova continue, afinal assistiram mais de 700.000 pessoas. Saudações Marítimas ---------------------------------------------------José António Terroso Modesto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-2345215852294224623?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/2345215852294224623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/um-texto-de-jose-modesto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2345215852294224623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/2345215852294224623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/um-texto-de-jose-modesto.html' title='Um texto de José Modesto'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-8654484302169221450</id><published>2009-09-19T09:11:00.001+01:00</published><updated>2009-09-19T09:12:21.333+01:00</updated><title type='text'>Abaixo as Portagens. E, quem as quer criar!</title><content type='html'>Se não houvesse mais razões – e há muitas mais, como se sabe – para apoiarmos a candidatura de Narciso, a questão das portagens com que “eles” querem contemplar o nosso concelho (e mais alguns), por si só já o justificaria.&lt;br /&gt;A intenção já vem de longe.&lt;br /&gt;Os homens do aparelho socialista – os mesmos que afastaram Narciso – andam com esta encasquetada há anos!&lt;br /&gt;E, se Narciso não tivesse outras razões – e tem-nas, como se sabe – para se afastar dos aparelhistas, a questão das portagens, por si só, também o justificaria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narciso tem-se revelado nosso aliado, na luta contra a prepotência do governo de Lisboa. Nesta, e noutras matérias.&lt;br /&gt;Como presidente será intransponível!&lt;br /&gt;Com Narciso, as nossas estradas permanecem livres, sem paragens, nem cobranças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção, porém:&lt;br /&gt;Não confundir a estrutura dirigente “socialista”, com o PS – um partido nobre, lutador, fraterno e, até – imagine-se – amigo!&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;Porque oferece à causa de Narciso – à nossa causa – muitas razões para lutarmos.&lt;br /&gt;E, muitos dos seus melhores militantes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-8654484302169221450?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/8654484302169221450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/abaixo-as-portagens-e-quem-as-quer.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8654484302169221450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/8654484302169221450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/abaixo-as-portagens-e-quem-as-quer.html' title='Abaixo as Portagens. E, quem as quer criar!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-5350652442101132377</id><published>2009-09-18T19:01:00.001+01:00</published><updated>2009-09-18T19:03:27.814+01:00</updated><title type='text'>O Porto em Londres</title><content type='html'>Fantástico o jogo do Porto na terça-feira em Londres.&lt;br /&gt;Entendamo-nos:&lt;br /&gt;Para os portistas, não existe a palavra “derrota” a não ser convencionalmente!&lt;br /&gt;Pode é haver resultados que não correspondam a 3 pontos conquistados, se o jogo for a pontuar, ou a eliminatória ganha se jogo for a eliminar.&lt;br /&gt;Em Londres aconteceu apenas o primeiro caso!&lt;br /&gt;Deixemo-los poisar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-5350652442101132377?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/5350652442101132377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/o-porto-em-londres.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5350652442101132377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5350652442101132377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/o-porto-em-londres.html' title='O Porto em Londres'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-1268865730811090034</id><published>2009-09-18T19:00:00.001+01:00</published><updated>2009-09-18T19:00:53.883+01:00</updated><title type='text'>Rumo à Vitória</title><content type='html'>Continua imparável o percurso de Narciso, rumo à vitória.&lt;br /&gt;E, consequentemente, à retoma do rumo!&lt;br /&gt;Ontem, mais uma manifestação arrepiante das potencialidades desta candidatura.&lt;br /&gt;Um número incontável de apoiantes vibrou com a sua mensagem.&lt;br /&gt;Uma mensagem de confiança, mas também de aviso; de rigor, mas também de esperança; de paz, mas também de luta; de independência, mas também de solidariedade!&lt;br /&gt;O jantar, em princípio anunciado só para militantes socialistas teve afinal cidadãos de todos os quadrantes, de todas as tendências, de todos os estratos sociais.&lt;br /&gt;Excelente ambiente de entusiasmo e confraternização.&lt;br /&gt;A mensagem de que é possível fazer muito melhor começa a entranhar-se!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-1268865730811090034?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/1268865730811090034/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/rumo-vitoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1268865730811090034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/1268865730811090034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/rumo-vitoria.html' title='Rumo à Vitória'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3999942677405111968.post-5181954484233604316</id><published>2009-09-18T17:40:00.000+01:00</published><updated>2009-09-18T17:42:10.021+01:00</updated><title type='text'>Não estou aqui para enganar ninguém!</title><content type='html'>Neste espaço, cada um é livre de expressar o seu pensamento.&lt;br /&gt;Seja ele contra, a favor, ou a favor do contra.&lt;br /&gt;Mas, não estou aqui para enganar ninguém.&lt;br /&gt;Os textos que aqui vier a colocar (post´s, para os intelectuais) não são isentos. Nem imparciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão tendenciosos. Declaradamente! Descaradamente! Assumidamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anuncio desde já, que defenderei com todas as forças duas causas:&lt;br /&gt;Uma, a da candidatura de Narciso à Câmara de Matosinhos.&lt;br /&gt;Outra, a do F. C. Porto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;Muito simplesmente, porque entendo que Narciso é o melhor candidato para Matosinhos!&lt;br /&gt;Muito simplesmente, porque entendo que o F. C. Porto é o melhor clube!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se outros têm o direito de se revelar contra esta candidatura, outros de estarem fartos de ver o F.C. Porto a ganhar tudo e, outros ainda, de não gostarem, nem duma nem doutra causa, eu tenho pelo menos, um direito igual a todos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser adepto do Porto e ser apoiante de Narciso!&lt;br /&gt;Fundamentalista, se quiserem!&lt;br /&gt;Alguma coisa a opor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3999942677405111968-5181954484233604316?l=ardmar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ardmar.blogspot.com/feeds/5181954484233604316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/nao-estou-aqui-para-enganar-ninguem.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5181954484233604316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3999942677405111968/posts/default/5181954484233604316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ardmar.blogspot.com/2009/09/nao-estou-aqui-para-enganar-ninguem.html' title='Não estou aqui para enganar ninguém!'/><author><name>Heitor Ramos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200929714392783641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
